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Paisagem recifal da Costa do Descobrimento. Foto: Athila Bertoncini.

 

No dia 06 de junho, data em que completará 200 anos, o Museu Nacional no Rio de Janeiro, localizado na Quinta da Boa Vista, irá inaugurar a exposição “Expedição Coral: 1865-2018”, em que o visitante é convidado a explorar a descoberta dos corais e ambientes coralíneos e seu estado de conservação, desde o Brasil de Pedro II até hoje.

A mostra trará exemplares da fauna dos recifes de coral do Brasil, telas interativas, instrumentos científicos, entre outras peças. Os visitantes terão a oportunidade de ver o esqueleto de colônia centenária do coral Mussismilia braziliensis. Sua coleta foi realizada durante expedição ligada ao naturalista canadense Charles Hartt, entre 1865 e 1876, na Bahia.

Hartt foi pioneiro no levantamento geológico do Brasil e diretor da seção de geologia do Museu Nacional em 1876. Essa área da exposição busca resgatar o ambiente científico do século XIX, apresentando o rico acervo do Museu Nacional constituído de instrumentos científicos, vidraria de laboratório, além de fotografias, ilustrações, fósseis, rochas, entre outros itens coletados e da época das expedições da Comissão Geológica do Império. O Gabinete de Curiosidades é uma referência à museografia clássica.

Tela interativa da exposição “Expedição Coral 1865 - 2018” no Museu Nacional a partir de 6 de junho. Foto: Divulgação.

A interatividade também fará parte da exposição com duas telas que  buscam sensibilizar o público. De forma divertida, será possível jogar e compreender o impacto das ações das pessoas em ecossistemas como banco de corais, banco de gramas-marinhas e manguezal. Na outra tela, o público poderá tocar o mapa da costa brasileira para conhecer unidades de conservação, áreas prioritárias do PAN Corais, e projetos conservacionistas.

No teto, estará uma instalação de tecido e luz inspirada na topografia do Recife da Lixa, da região de Abrolhos, desenhada por Hartt. Uma série de exemplares de espécies marinhas que ocorrem nos recifes brasileiros estará disposta sobre ampla mesa. Entre elas, uma tartaruga-cabeçuda (Caretta caretta), um baiacu taxidermizado, assim como outros peixes, arcada de tubarão, conchas e ouriços.

A exposição tem a curadoria dos professores Clovis Castro e Débora Pires, coordenadores do Projeto Coral Vivo, patrocinado pela Petrobras desde 2006, a cenografia é assinada pelo estúdio M’Baraká.

A mostra vai até maio de 2019.

Fachada no Museu Nacional apresenta a abertura da exposição ao público em junho de 2018. Foto: Divulgação.

 

Aquarela científica de Jaques Buckhardt de expedição do século 19. Foto: Divulgação.

 

SERVIÇO:

Exposição “Expedição Coral: 1865-2018” - Acervo e arte convidam público a conhecer a descoberta dos corais e ambientes coralíneos e seu estado de conservação, desde o Brasil de Pedro II até hoje.

Abertura: 6 de junho de 2018.

Em exposição: Até maio de 2019.

Dias e horários de funcionamento: De terça a domingo, das 10h às 17h.

Ingresso: R$ 8 (inteira) e R$ 4 (meia) para menores de 21 anos, maiores de 60 anos, estudantes e professores da rede pública. Grátis para crianças com até 5 anos e pessoas com deficiência. Entrada gratuita para todos no segundo domingo de cada mês.

Endereço: Museu Nacional, Quinta da Boa Vista, S/N, São Cristóvão, Rio de Janeiro, RJ.

Contatos: (21) 3938-1123 e www.museunacional.ufrj.br.

 

 

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