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No dia 25 de maio, houve manifestação em diversos setores da área ambiental contra a indicação de Caio Tavares à presidência do ICMBio. Na foto: Servidores do Parque Nacional do Iguaçu protestam contra a nomeação de Tavares. Foto: Divulgação.

A Comissão de Legislação Participativa da Câmara dos Deputados, realizará, amanhã (12), às 10h, uma audiência pública para debater a nomeação de Caio Tavares de Souza, do Partido Republicano da Ordem Social (PROS), para a presidência do Instituto Chico Mendes de Conservação da Biodiversidade (ICMBio).

Bacharel em Ciências Políticas pela Centro Universitário do Distrito Federal (UDF), Caio, 31 anos, além de dono de uma empresa de varejo de bebidas, é secretário nacional de formação política do PROS. No seu currículo, não consta qualquer experiência sobre algum trabalho na área ambiental.

Os nomes levantados para presidir o ICMBio têm gerado insatisfação na área ambiental. Após os protestos dos servidores e ambientalistas, caiu o nome do primeiro indicado, Moacir Bicalho, vice-presidente do PROS Nacional. O órgão entrou na seara da barganha do governo para manter seu frágil apoio no Congresso Nacional, após a aprovação da medida provisória que cria o fundo para compensação ambiental. Com a aprovação, cerca de 1,4 bilhões que estavam “presos” no caixa geral do governo ficaram à disposição do ICMBio. Segundo os servidores, isso teria levantado a cobiça em torno do órgão.

A audiência pública contará com a participação de Edson Duarte, ministro de Estado substituto de Meio Ambiente; Carlos Marun, ministro-chefe da Secretaria de Governo da Presidência da República; Henrique Marques Ribeiro da Silva, presidente da Associação Nacional dos Servidores Ambientais (Ascema); e Jonas Moraes Corrêa, presidente da Associação dos Servidores de Carreira de Especialista de Meio Ambiente do Distrito Federal (Asibama/DF).

 

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