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 No vídeo acima, Pedro Menezes, idealizador da Trilha Transcarioca conta como a ideia surgiu e se desenvolveu até se tornar realidade. Tudo começou em meados da década de 80, quando Pedro trabalhava na Varig e via dos aviões Electra que faziam a ponte aérea Rio-São Paulo que era possível fazer uma caminhada entre o Parque Nacional da Tijuca e o Padre Estadual da Pedra Branca.  Ele foi lá e fez o trajeto. Em 1994, participou como observador dos preparativos da Olimpíada de Atlanta, pois o Rio de Janeiro preparava a sua primeira tentativa de sediar uma Olimpíada. Foi lá que Menezes conheceu a Appalachian Trail e teve o estalo de promover uma trilha de longo curso no Rio.

Em 2000, ele publicou o livro “Transcarioca: todos os passos de um sonho”, que descrevia a trilha e mostrava experiências internacionais do trilhas de longo curso que já existiam, como a Appalachian Trail (EUA), Huella Andina (Argentina), Bibbulmun (Austrália), Rota Vicentina (Portugal), Hoerikwaggo Trail (África do Sul) e Te Araroa Trail (Nova Zelândia).

Hoje, a Transcarioca já é realidade e além de ser a primeira trilha de longo curso do Brasil, que chegará a 180 km quando completa, também motivou um fenômeno inédito. No domingo, 14 de setembro de 2014, ela receberá um mutirão de 830 pessoas para trabalhar em 33 trechos do percurso.

A chamada do mutirão foi feita pelo Facebook da Transcarioca. Havia necessidade de cerca de 350 pessoas. Quanto o número ultrapassou 800, os organizadores foram obrigados a fechar as inscrições.  Entre as organizações que mais recrutaram pessoas para o mutirão estão os Centro e Clubes CEB, Carioca, Light e Guanabara.

Na quinta, dia 12 de setembro, os organizadores do mutirão se reuniram no Centro de Visitantes do Parque Nacional da Tijuca. A vibração estava no ar e o clima era festivo. Combinavam-se detalhes. “O Solar da Imperatriz até a entrada do Jequitibá é um trecho recém-aberto, então, a parte de poda nem precisa, mas tem um pouco de lixo, então poderia dar mais sacos de lixo para o grupo deste trecho”, dizia Ernesto de Castro, chefe do Parna Tijuca, que coordenava a reunião.  Decidiam-se coisas que pareciam prosaicas como quantos facões cada grupo deveria levar ou o teste com a tinta usada na demarcação (veja aqui vídeo com tutorial para sinalização).

O entusiasmo do grupo com a logística destes detalhes só realçava o sonho grande prestes a acontecer: a reunião e engajamento de centenas de pessoas voluntárias, com o pé no terreno,  para participar da construção da primeira trilha de longo curso brasileira.

 

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Conhecer o Guia de Sinalização de Trilhas, de Pedro Menezes
Ver o vídeo tutorial de sinalização de trilha feito para o mutirão da Transcarioca