Imagens do desmatamento em agosto

Monitor
terça-feira, 30 setembro 2008 14:25

A imagem abaixo captada, no dia 21 de agosto, pelo sensor Modis do satélite Terra, da Nasa, dá uma amostra do que ocorreu no sul do Pará no mês anterior, quando o estado liderou o aumento do desmatamento na Amazônia. Segundo anúncio feito nesta segunda (dia 29) pelo ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, a taxa de devastação na floresta dobrou no mês de agosto em comparação com o mês anterior, atingindo 752 km2. 

Na imagem acima, pode -se ver a concentração de queimadas (um dos indícios do avanço da devastação) na área de influência da BR 163, estrada que liga Cuiabá a Santarém e está sendo asfaltada pelo Governo Federal. Em seu entorno para conter a devastação foram criadas várias unidades de conservação, que como já mostrou o Monitor também estão em chamas. Aliás o exemplo da BR 163 como um indutor de desmatamento foi o que levou o Ministério do Meio Ambiente a cancelar o licenciamento de outra rodovia na Amazônia, a BR 319. Leia reportagem sobre o tema. Abaixo, também em uma imagem do Satélite Terra com arte d’OEco, pode-se enxergar o que foi que assustou o ministro Carlos Minc e o fez parar a licença para o asfaltamento. A foto foi tirada pelo sensor Modis no dia 30 de agosto. Os pontos vermelhos são as queimadas, que segundo informações recentes avançam cada vez mais de Rondônia para o sul do Amazonas (G. Faleiros)

 

Jarudore, a terra indígena esquecida

((o))eco
quinta-feira, 18 setembro 2008 11:00

Governo do Mato Grosso apóia ocupação ilegal da Terra Indígena Jarudore. Além de danos ambientais, festival de praia para 14 mil pessoas afronta índios, que tentam reocupar a área.

Na lente do satélite, crônica da Amazônia

Jaqueline B. Ramos*
quinta-feira, 7 agosto 2008 9:00

O programa de monitoramento da Amazônia, do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais, completa 20 anos. Mais do que nunca, mede-se a incapacidade do governo de solucionar problemas.

Drogas devastam na Amazônia

((o))eco
quarta-feira, 6 agosto 2008 10:00

Polícia Federal e Exército confirmam que o tráfico usa os rios da Amazônia, sobretudo o Negro, para o transporte de drogas e que elas circulam de mãos dadas com o crime ambiental.

Intervenção civil

Sérgio Abranches
segunda-feira, 7 julho 2008 10:07

A Casa Civil esconde os novos dados do desmatamento. Mas não há como maquiar o que o governo faz na Amazônia, onde implementa um programa devastador e não aplica a lei.

Tribunal para desmatamento

Salada Verde
sexta-feira, 25 janeiro 2008 17:00

Preocupado com o anúncio do avanço no desmatamento da floresta amazônica, o presidente nacional da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB), Cezar Britto, anunciou, nesta sexta-feira (25), que pretende criar um Tribunal Internacional em defesa da Amazônia

Nota do INPE sobre Desmatamento

((o))eco
quinta-feira, 24 janeiro 2008 16:54

De Gilberto Câmara,
Diretor Geral do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais

Meu caro Sergio

Para sua informação, veja a nota em anexo que o INPE divulgou hoje sobre o desmatamento na Amazônia entre Agosto e Dezembro de 2007. Peço a divulgação da nota e do esclarecimento a seguir para os leitores do Eco.

Leia nota divulgada pelo INPE.

O INPE considera que houve um desmatamento fora do comum em Novembro e Dezembro de 2007. O governo e a sociedade precisaram ser alertados do fato, para tomar as ações necessárias para enfrentar uma situação negativa para todos nós.

Aproveito para alguns esclarecimentos adicionais:

1. Como se pode verificar nos dados do INPE, o desmatamento visto pelo DETER entre Agosto e Outubro de 2007 foi de 1311 km2. Este valor é da mesma ordem de grandeza que o verificado pelo DETER entre Agosto e Outubro de 2006 (1246 km2).

2. O dado do PRODES correspondente a Ago 2006-Julho 2007, que mostrou o menor desmatamento desde 1991 (11.200 km2), foi fechado pelo INPE durante o mes de Novembro. Ainda não haviam evidências tão fortes sobre o recrudescimento do desmatamento quanto as que temos agora.

3. Durante os meses de Novembro e Dezembro de 2007, depois que calculamos os dados do PRODES, o INPE analisou os dados do DETER para esses dois meses. Verificamos que, para nossa supresa, houve desmatamento significativo na Amazonia nesses meses (quase 2.000 km2).

4. O desmatamento grande em Novembro e Dezembro é inusitado por se tratar de época de chuvas em condições normais. Em 2007, houve uma estação seca anormalmente longa no sul da Amazônia, que favoreceu o desmatamento nesse período.

5. Assim que o INPE verificou este grande aumento, comunicou o fato ao MCT e ao MMA, e prontamente divulgamos os dados para a imprensa e sociedade.

6. Note que os dados do IMAZON para este período são significativamente inferiores aos dados do INPE. Por exemplo, eles indicaram que no Mato Grosso, em Dezembro de 2007, teriam sido desmatados menos de 2 (dois) km2. O INPE mediu 538 (quinhentos e trinta e oito) km2 de desmatamento.

Não desejo retornar à nossa polêmica anterior, o que seria um desgaste desnecessário. Reitero apenas que mantenho meu ponto de vista discordante do teor de seu artigo “Anúncio Vazio”, publicado em 07.12.2007.

Quando divulgamos os dados do PRODES, as evidências sobre o recrudescimento do desmatamento não eram tão forte quanto hoje. Nas contas do INPE, foram os meses de Novembro e Dezembro que fizeram a diferença em 2007. Assim que verificamos a nova situação, o INPE e o MMA não hesitaram em dar a maior divulgação possível ao fato.

Abraços

Resposta de Sérgio Abranches: A nota do INPE e os esclarecimentos adicionais de seu diretor, Gilberto Câmara, confirmam o inteiro teor de minha coluna “Anúncio Vazio” de dezembro de 2007.

Leia debate anterior entre Gilberto Câmara e Sérgio Abranches.

Vôos mais altos

Eric Macedo
terça-feira, 18 setembro 2007 9:39

Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais quer se tornar centro internacional de monitoramento de florestas tropicais, transferindo tecnologia para países em desenvolvimento.

O melhor trunfo do MST não fala

Marcos Sá Correa
sexta-feira, 17 agosto 2007 14:18

Fica no Pontal do Paranapanema, front dos conflitos fundiários, o exemplo mais convincente do que a reforma agrária pode fazer pela conservação da natureza.

Em curso

Carlos Eduardo Young e Priscila Geha Steffen
quinta-feira, 5 julho 2007 14:26

Há vários cursos que são oferecidos de graça na Amazônia sobre meio ambiente e poucas pessoas tomam conhecimento sobre eles. Vale a pena a experiência e os contatos