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Projeto inicia novas pesquisas de fauna no arquipélago das Ilhas Cagarras

Nova fase do projeto Ilhas do Rio irá incluir pesquisas sobre tartarugas e sobre os mamíferos terrestres que habitam o arquipélago do Monumento Natural das Ilhas Cagarras

Duda Menegassi ·
8 de julho de 2020
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente
Arquipélago das Ilhas Cagarras, no Rio de Janeiro, terá novas frentes de pesquisa. Foto: Athila Bertoncini/Projeto Ilhas do Rio

A apenas 5 quilômetros de distância da famosa praia de Ipanema, no Rio de Janeiro, o arquipélago das Cagarras é um velho conhecido no horizonte carioca, porém as ilhas oceânicas ainda têm muito a revelar aos pesquisadores. Já íntima do arquipélago, a equipe do projeto Ilhas do Rio, que trabalha há 10 anos no Monumento Natural das Ilhas Cagarras, abrirá novas frentes temáticas de pesquisa no local: tartarugas marinhas e mamíferos terrestres. Além das novidades, o projeto continuará com o monitoramento dos peixes recifais, das baleias e golfinhos, e também com a iniciativa de retirada do invasor capim-colonião e de replantio de espécies nativas da flora insular. As ações de educação ambiental também serão retomadas e terão como foco principal a poluição marinha.

O estudo da mastofauna tem como objetivo fazer o levantamento das espécies de mamíferos que ocorrem nas ilhas, já que esse é um campo até agora pouco estudado em Cagarras.“Até o momento, foram registradas espécies da ordem da Chiroptera [morcegos], Rodentia [roedores] e Lagomorpha [coelhos]. Porém, os dados ainda são muito imprecisos, por isso, a necessidade de aprofundar os estudos, incluindo espécies nativas e exóticas”, explica Julia Lins, pesquisadora que irá coordenar essa nova frente temática.

Outra novidade no radar do projeto, a pesquisa sobre as tartarugas marinhas que ocorrem no Monumento Natural (MoNa) será coordenada pela bióloga Suzana Guimarães, que desde 2008 trabalha no monitoramento desses animais na região da Baía de Guanabara. Das cinco espécies de tartaruga marinha que ocorrem no Brasil – todas elas ameaçadas de extinção -, a mais comum nas águas do arquipélago carioca é a tartaruga-verde (Chelonia mydas). “O levantamento de sua ocorrência e o monitoramento a longo prazo trarão informações importantes para a unidade de conservação, além de ajudar a despertar o interesse e conscientização da sociedade em prol da região”, ressalta Suzana.

No arquipélago, que é formado pelas ilhas Cagarra, Filhote da Cagarra, Palmas, Comprida, Redonda e Filhote da Redonda, já foram registradas mais de 600 espécies de animais e plantas.

A nova fase de pesquisas, que já começa neste mês de julho, será apresentada pela equipe do projeto nesta quinta-feira (09), em live transmitida nas redes sociais do projeto, às 17 horas. O evento “Novas ações do Projeto Ilhas do Rio para conservação marinha e educação ambiental” será mediado pelo coordenador, Clerio Aguiar, e terá participação da equipe de pesquisa e educação ambiental do projeto e da chefe do MoNa Cagarras, Tatiana Ribeiro. O projeto, criado pela ONG Instituto Mar Adentro, apresentará os parceiros desta nova fase: a WWF Brasil, que fará a curadoria técnica do projeto; e a Associação IEP e a JGP, novos patrocinadores da iniciativa.

 

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