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Pinguins voltam ao habitat natural em Florianópolis

Após reabilitação, cerca de 18 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) são soltos na Praia de Moçambique. É a terceira soltura dessas aves, totalizando 56 animais

Sabrina Rodrigues ·
7 de novembro de 2018 · 3 anos atrás
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Os pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus) foram soltos na Praia de Moçambique, em Florianópolis. Foto: Associação R3 Animal/Facebook.

Na manhã desta quarta-feira (07), a Praia de Moçambique, em Florianópolis, foi palco da soltura de mais 18 pinguins-de-magalhães (Spheniscus magellanicus). Eles voltaram para o seu habitat natural depois de estarem sob os cuidados da Associação R3 Animal, através do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Santos (PMP-BS), no Centro de Pesquisa, Reabilitação e Despetrolização de Animais Marinhos (CePRAM).

Todos os anos, com o início do inverno, os pinguins-de-magalhães saem de colônias na Patagônia, na Argentina, em busca de alimento. Ao acompanharem as correntes marítimas de água fria, esses animais acabam chegando em nossas praias, mas alguns não conseguem retornar às colônias de origem e acabam morrendo em nosso litoral. Os que sobrevivem, chegam cansados, debilitados, feridos, desidratados às praias, isso quando não estão doentes com pneumonia, por exemplo.

Ao apresentarem esse quadro de fragilidade, os bichos são resgatados e levados para os Centros de Reabilitação de Animais Marinhos, como é o caso do CePRAM.

Esta é a terceira soltura de pinguins-de-magalhães nesta temporada, totalizando 56 animais. Mas a associação R3 garante que esse número vai aumentar, pois 11 animais continuarão em reabilitação até que tenham condições de voltarem para casa.

Foto: Associação R3 Animal/Facebook.

 

Foto: Associação R3 Animal/Facebook.

 

Foto: Associação R3 Animal/Facebook.

 

Foto: Associação R3 Animal/Facebook.
  • Sabrina Rodrigues

    Repórter especializada na cobertura diária de política ambiental. Escreveu para o site ((o)) eco de 2015 a 2020.

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Comentários 1

  1. pequenas vitórias não compensam os danos causados deliberadamente por legisladores e executivos que estão determinados em reverter as proteções e ganhos ambientais conseguidos a duras penas, nas últimas décadas.