Salada Verde

Guarda-parque pode ser condenado a 12 anos de prisão por se defender

Caso será julgado esta sexta na Costa Rica. Ambientalistas protestam para que seja absolvido. Uma petição online foi aberta.

Daniele Bragança ·
1 de setembro de 2015 · 6 anos atrás
Salada Verde
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Mauricio Steller pode ser condenado a 12 anos de prisão por matar caçador de ovos de tartaruga durante patrulha no Parque Nacional Corcovado, na Costa Rica. Foto: Divulgação/Chance.org.
Mauricio Steller pode ser condenado a 12 anos de prisão por matar caçador de ovos de tartaruga durante patrulha no Parque Nacional Corcovado, na Costa Rica. Foto: Divulgação/Chance.org.

A Justiça da Costa Rica pode condenar a 12 anos de prisão um guarda-parque do Parque Nacional Corcovado que matou um caçador durante exercício da profissão. Uma quadrilha tentava recolher ovos de tartaruga no parque quando foi surpreendida pelos guarda-parques, que patrulhavam a praia.

Era época de nidificação de tartarugas. O caso ocorreu na noite de 22 de setembro de 2009. Na ocasião, Mauricio Steller matou com um tiro um homem que o ameaçava com um facão. O resto da quadrilha fugiu.

O julgamento está marcado para o próximo dia 4 de setembro e Steller, pai de 5 filhos, pode ficar mais de uma década na cadeia. Enquanto isso, ambientalistas se mobilizam para que a Justiça absolva o guarda-parque.

“É hora de se unir e pedir que se libere Maurício da condenação e que o governo se comprometa a proteger quem defende os recursos naturais de Costa Rica. Ou vamos permitir que se destrua o patrimônio de nossos filhos?”, diz o texto da petição que está recolhendo assinaturas contra a possível condenação do guarda-parque.

 

 

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  • Daniele Bragança

    É repórter especializada na cobertura de legislação e política ambiental. Formada em jornalismo pela Universidade do Estado d...

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Comentários 1

  1. George diz:

    "Justiça" demagógica latino-americana. Por isso a megafauna é escassa nos neotrópicos, mesmo nas áreas ditas "protegidas". Na África é comum guarda-parques matarem caçadores no exercício da profissão, quase sempre tratado como auto-defesa – do contrário, já não teríamos rinocerontes ou elefantes.