Salada Verde

Associação Mico-Leão-Dourado participa de campanha em homenagem às vítimas da COVID-19

Bosques da Memória será lançada neste sábado, dia 12, com plantios de árvores em todo Brasil

Emanuel Alencar ·
10 de dezembro de 2020
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Plantar árvores e recuperar florestas, como um gesto simbólico em homenagem às vítimas da COVID-19 e em agradecimento aos profissionais de saúde no Brasil. Com esse objetivo, no sábado, dia 12 de dezembro, será lançada em vários lugares do Brasil a campanha Bosques da Memória. Um deles será criado no município de Silva Jardim, onde está localizada uma das parceiras da iniciativa, a Associação Mico-Leão-Dourado, que há 28 anos trabalha para recuperar a espécie contra o risco de extinção.

Para o lançamento e plantio simbólico na área da Associação, confirmaram presença as famílias do compositor Aldir Blanc e do jornalista esportivo Rodrigo Rodrigues, ambos falecidos este ano, em decorrência da COVID. Além dessas famílias, vítimas que residem na área de ocorrência da espécie também irão plantar suas árvores, que receberão uma placa com o nome da pessoa homenageada. O evento será restrito a poucas pessoas por conta justamente dos cuidados necessários com a pandemia.

“Qualquer família pode nos procurar para fazer a homenagem às vítimas da Covid. Esse plantio poderá ser feito ao longo dos próximos meses. Basta entrar em contato conosco, por meio das nossas redes sociais”, explica o secretário executivo da Associação Mico-Leão-Dourado, Luís Paulo Ferraz.

O lançamento da Campanha Bosques da Memória também deve marcar o início da Década da Restauração de Ecossistemas 2021-2030, celebrado pela ONU.

Essa campanha é uma promoção conjunta da Rede de ONGs da Mata Atlântica (RMA), da Reserva da Biosfera da Mata Atlântica (RBMA) e do PACTO pela Restauração da Mata Atlântica. É desenvolvida de forma participativa e colaborativa. Está aberta às pessoas e instituições interessadas, contando, desde o início, com várias entidades parceiras como a Associação em Defesa do Rio Paraná, Afluentes e Mata Ciliar – Apoena e a Associação Mico-Leão-Dourado – AMLD.

É também um espaço de divulgação de outras iniciativas que tem o mesmo objetivo e que vem sendo desenvolvidas por famílias, grupos e instituições. Mais informações em www.bosquesdamemoria.com. (Emanuel Alencar)

 

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  • Emanuel Alencar

    Jornalista, editor de Conteúdo do Museu do Amanhã e mestre em Engenharia Ambiental. É autor do livro “Baía de Guanabara – Des...

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Comentários 1

  1. MARTA METELLO JACOB diz:

    Mais uma prova da ignorância e atraso dos negacionistas do clima. Ao facilitar a destruição de biomas sensíveis e preciosos como a belíssima Mata Atlântica, os boçais ignoram que algum eventual lucro ou vantagem será tragado pelas consequências funestas em termos de mais aquecimento, menos condições para qualquer cultivo, menos água para consumo das populações tão numerosas nesta área do país. Irreversível e profundamente lamentável. Não admira que os jovens e todas as pessoas conscientes estejam sofrendo de uma nova doença: a ansiedade climática. Eu embora com quase 80 anos, me incluo entre os ansiosos climáticos, pois vejo diuturnamente ações que tendem a agravar minha preocupação com os rumos atuais das políticas – ou falta delas – para o ambiente.