Salada Verde

“Nunca o sistema de áreas protegidas no país foi uma prioridade”

Em entrevista, Maria Tereza Pádua traça um histórico sobre as unidades de conservação do país e suas conquistas em prol da conservação.

Redação ((o))eco ·
18 de setembro de 2014 · 7 anos atrás
Salada Verde
Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

“E o problema maior é que não há pressão política suficiente, nem uma educação adequada da população em geral, para exigirem uma efetiva implementação de um sistema de unidades de conservação no Brasil”, afirma Maria Tereza Pádua ao jornalista João Lara Mesquita, quase no final da entrevista de 22 minutos que concedeu para o programa Mar Sem Fim, da TV Cultura.

Na conversa, a ambientalista Maria Tereza Pádua traçou um histórico da criação das unidades de conservação do país, dos 8 milhões de hectares de áreas protegidas que criou e sobre a parceria com o Almirante Ibsen de Gusmão Câmara para criar a primeira unidade de conservação marinha do país, a Reserva Biológica do Atol das Rocas, criada no final dos anos 70. O Almirante faleceu há pouco mais de um mês, aos 91 anos, deixando órfão uma geração de ambientalistas.

Engenheira Agrônoma de formação e ambientalista por opção de vida, Maria Tereza Pádua tem um lugar de destaque garantido na história do ambientalismo do Brasil, tendo sido premiada com o “Oscar” das áreas protegidas, o Fred Packard Award, em 2008. Em ((o))eco, foi presidente da Associação ((o))eco, entre 2011 e 2014, além de uma das nossas mais importantes colunistas.

Confira a primeira parte da entrevista abaixo:

 

 

Leia Também
Criação de áreas marinhas protegidas está estagnada
Se eu fosse candidata em 2014
Um adeus ao Almirante Ibsen, ferrenho defensor da natureza

 

 

 

Leia também

Reportagens
15 de setembro de 2021

Escuta o xamã: Davi Kopenawa Yanomami envia mensagem para o povo da cidade

Liderança indígena faz apelo por mobilização contra a aprovação do marco temporal e do Projeto de Lei 490

Reportagens
15 de setembro de 2021

Restaurar pasto degradado custa 72% menos do que abrir novas áreas na Amazônia

Além de mais rentável, restauração pode evitar desmatamento de 1 milhão de hectares por ano até 2030, mostra estudo do projeto Amazônia 2030

Reportagens
15 de setembro de 2021

O que sobra quando o rio desce?

Em 2021, a enchente no Amazonas bateu recorde, mas agora que o nível do rio está descendo, aparecem outros problemas para a população mais vulnerável, que fica à mercê do lixo, das doenças e da insegurança de suas casas bambas

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta