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Presidente da WWF vem ao Rio falar da importância da Amazônia

Palestra da líder mundial WWF enfatiza a importância da preservação da Amazônia para manter o equilíbrio do clima em outras regiões.

Duda Menegassi ·
5 de setembro de 2014 · 7 anos atrás
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Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Yolanda Kakabadse, presidente mundial da WWF e uma das lideranças que vai falar pela Amazônia na COP20, em Lima. Foto: WWF
Yolanda Kakabadse, presidente mundial da WWF e uma das lideranças que vai falar pela Amazônia na COP20, em Lima. Foto: WWF

Nesta segunda feira, 08/9, Yolanda Kakabadse, presidente do Conselho Mundial da WWF (Word Wildlife Fund), vem ao Rio de Janeiro para a palestra “Amazônia no Rio”, que será realizada na PUC-Rio. O evento aproveitará a proximidade com o Dia da Amazônia, comemorado nesta sexta, 5 de setembro, para enfatizar a importância da preservação do bioma na manutenção do ciclo de águas em outras regiões do Brasil, além de países vizinhos.

A ênfase em Amazônia é também uma preparação ao debate que ocorrerá em dezembro na 20ª Conferência Sobre Clima das Nações Unidas (UNFCCC/COP 20), sediada em Lima, Peru. Será a primeira vez, que esse encontro ocorre em um dos países da Pan-Amazônia e há grande expectativa e preparativos para fazer do bioma e seu papel de regulador do clima um tema central desta da conferência. Espera-se que um dos resultados da chamada COP20 seja fortalecer os mecanismos de preservação da Amazônia.

Yolanda Kakabadse é equatoriana e já foi ministra do Meio Ambiente de seu país. Ela traz para a discussão a “Agenda de Seguridade Climática para a Amazônia”, documento produzido em 2013 com o objetivo de estimular um plano de ação sustentável na região que garanta a segurança hídrica, energética, alimentar e de saúde.

Uma das funções da grande floresta é fazer o papel de bomba d’água. A cobertura vegetal da Amazônia recebe dentro do continente a umidade que é evaporada no Oceano Atlântico e que se transforma em chuva quando chega à floresta. A mata a devolve para a atmosfera em forma de vapor d’água, a uma razão de até mil litros de água/dia por árvore. Esses cursos invisíveis de umidade atmosférica são chamados de rios voadores, e, graças à barreira natural da Cordilheira dos Andes, são guiados para o sul e ajudam a formar o regime de chuvas nas regiões do Centro-Oeste, Sudeste e Sul do Brasil, além de países vizinhos.

Uma das passagens da Agenda de Seguridade Climática para a Amazônia diz: “Em outras partes do mundo, os impactos da degradação ambiental já estão comprometendo a seguridade humana e econômica em grande escala. Como um continente, a América do Sul tem sido o menos afetado por essa dinâmica – mas em grande parte devido a sua dependência de uma Amazônia saudável”

O evento é uma realização da WWF em parceria com a PUC-Rio e seu Núcleo Interdisciplinar de Meio Ambiente (NIMA). Ele ocorrerá às 10h, no Auditório Del Castilho, no RDC da PUC-Rio, e é aberto ao público, sem necessidade de inscrição. A palestra será feita em espanhol.

 

 

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  • Duda Menegassi

    Jornalista ambiental especializada em unidades de conservação e montanhismo. Escreve para ((o))eco desde 2012. Autora do livr...

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Comentários 1

  1. pequenas vitórias não compensam os danos causados deliberadamente por legisladores e executivos que estão determinados em reverter as proteções e ganhos ambientais conseguidos a duras penas, nas últimas décadas.