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Pós Rio+20: Brasil define posições que serão defendidas na ONU

Grupo Interministerial determinará por qual tipo de desenvolvimento sustentável o país defenderá na reunião das Nações Unidas em 2015.

Redação ((o))eco ·
1 de abril de 2014 · 7 anos atrás
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Sua porção fresquinha de informações sobre o meio ambiente

Grupo definirá posições que o Brasil defenderá na ONU. Foto: Paulo de Araújo/MMA
Grupo definirá posições que o Brasil defenderá na ONU. Foto: Paulo de Araújo/MMA

Em 2015, os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável tomarão o lugar dos Objetivos do Milênio e servirão de metas para a construção de uma agenda de trabalhos. Para definir a posição que o Brasil defenderá na ONU, ontem (31), foi lançado o Grupo de Trabalho Interministerial (GTI) sobre a Agenda para o Desenvolvimento Pós-2015.

“O Brasil talvez seja o país com as maiores condições, no curto prazo, de assumir uma agenda de fato sustentável”, discursou a ministra Izabella Teixeira, que preside o Grupo de Trabalho junto com o  ministro das Relações Exteriores. A liderança do país nas grandes negociações ambientais no âmbito da ONU é histórica e foi fortalecida quando o país voltou a sediar a Conferência das Nações Unidas para o Desenvolvimento Sustentável, a Rio+20.

Os negociadores brasileiros se vangloriaram, na ocasião, por terem conseguido fechar o texto final da conferência antes da chegada dos chefes de estado. O que o texto ganhou de rapidez, perdeu em ambições. Metas vagas foram alvos de críticas e as ONGs resolveram retirar o nome do texto final, pois não apoiavam o texto “de jeito nenhum”.

Tanto Izabella Teixeira, quanto a atual ministro Luiz Alberto Figueiredo, que em 2012 era o negociador-chefe do Brasil na Rio+20, consideraram o texto bom e garantiram que ele serviria de base para traçar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável em 2015, o novo desafio das nações unidas que deverá envolver todos os países membros da ONU.

Agora, o Brasil começa a discutir num grupo como será o novo documento.

“Temos, como emergentes, a obrigação de propor caminhos inovadores”, disse a ministra Izabella no lançamento do Grupo. Ela defendeu que o documento final deve conter metas para conter as mudanças climáticas, aumentar as fontes de energia renováveis e conservar a biodiversidade, combinadas à erradicação da pobreza – um dos Objetivos do Milênio que continuarão a ser perseguidos nos novos Objetivos do Desenvolvimento Sustentável.

Além dos ministérios do Meio Ambiente e das Relações Exteriores, também farão parte dos trabalhos os ministérios da Fazenda, do Desenvolvimento Social e Combate à Fome e da Secretaria Geral da Presidência da República. 

 

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Comentários 1

  1. Cláudio Maretti diz:

    Boa matéria, Duda Menegassi! Equilibrada, correta e necessária. Parabéns e obrigado!

    Ajustes nessas unidades de conservação são necessários desde a sua criação e a necessidade só aumenta quando os ajustes não são aplicados.
    Há estudos e diálogos nesse sentido há tenpos.

    Para ajustes em unidades de conservação é necessário estudos, análise e propostas técnicas, compensação da conservação e diálogo para compor soluções.

    A posição técnica do ICMBio é consistente e adequada.

    A Floresta Nacional de Brasília tem algumas áreas com valor ecológico não tão importante, relativamente, e desde sua criação. Mas há áreas importantes para recuperação e para visitação (ou uso público), como a Área 1, com importante envolvimento da sociedade local e boa história e grande potencial de voluntariado. E há áreas importantes para recuperação, ordenamento da ocupação e proteção dos recursos hídricos, como a Área 4 e grande parte da Área 3. Faz todo sentido mudar a categoria da Reserva Biológica de Contagem para parque nacional, promovendo a conservação com a visitação (ou uso público), de forma integrada com o Parque Nacional de Brasília. Faz todo sentido ampliar a conservação de áreas de maior valor ecológico (inclusive como compensação pela redução de outras áreas).

    Mas é muito importante acompanhar com atenção o processo no Legislativo, pois há vários parlamentares só interessados em especulação imobiliária e populismo com lotes e moradias (como em toda a história do Distrito Federal).