Desmistificando o primata típico – com Karen Strier

Sérgio Abranches e Míriam Leitão
quarta-feira, 2 agosto 2006 18:40

Queremos fazer um perfil seu.

Karen – Eu não sou interessante. O que é interessante é o meu trabalho.

Você tinha feito inicialmente um trabalho no Quênia com os babuínos.

Karen – Fiz durante a graduação. Tirei seis meses e fui para o Quênia, com 19 anos. Lá aconteceu uma coisa que de vez em quando acontece comigo: todos os aspectos se alinham, tudo dá certo e eu me dou conta de que estou fazendo o que eu quero fazer. Depois fui fazer meu curso de pós-graduação. Inicialmente, eu queria estudar ursos no Canadá. Eu era meio hippie, eu queria comprar um carro, viajar sozinha. Eu tinha 20 anos, na época. Esse projeto não deu certo e fui fazer minha segunda opção que era fazer pós-graduação em Harvard. Lá fiz meu doutorado. Na época fiquei em dúvida se ia estudar babuínos, ou chimpanzés, meu professor estava fazendo a narração do filme “O Apelo dos Muriquis”. Eu ouvi e achei interessante. E quis estudar o comportamento dos muriquis na natureza. Procurei o Mittermeier [Russell A. Mittermeier, primatologista, hoje presidente da Conservation International, instituição que apóia a conservação dos muriquis em Caratinga], em junho de 82. Vim curiosa, sem falar nada de português e lá naquele jequitibá senti o que senti na África: tudo se alinhando e eu tive certeza que era isso mesmo que eu queria fazer. Eu sou sensível para reconhecer esses momentos em que tudo se alinha, se encaixa. Fiquei morando na casa do seu Feliciano. Depois fui para os Estados Unidos escrever o projeto e conseguir financiamento. Tive muito sucesso na busca do financiamento da pesquisa. Fiquei dois meses morando com seu Feliciano, na casa dele da Fazenda Montes Claros. Eu fui aprendendo algumas palavras em português, mas as pessoas riam muito de mim, dos meus erros de português. A fazenda naquela época estava mais ativa, com plantações de café. Quando voltei, com tudo preparado para passar 14 meses, cheguei aqui com muito medo. Tinha o financiamento e sentia aquela responsabilidade de fazer uma pesquisa boa. Mas os muriquis colaboraram comigo.

Você não tinha medo? Medo de cobra, de ficar num país diferente, numa área primitiva, ficar na mata?

Karen – Medo tinha, mas a sensação maior que eu tinha, antes de falar português, era solidão. Eu me sentia muito sozinha. Vinham pessoas para pesquisar aqui, eram todos simpáticos, mas conversavam entre eles. Para não me sentir sozinha, ficava na mata. Com os muriquis, eu não me sentia sozinha. Depois de dois meses já conseguia me comunicar. Todo mundo me ajudava e tinha paciência comigo. Fui incluída, mas não conseguia participar.

No livro Faces in the Forest você diz que as pessoas saiam à noite e você ficava. Falavam uma língua que não era sua, num país que não era o seu. É muito para uma pessoa tão jovem? Você precisou de persistência?

Karen – Eu sempre soube manter meus objetivos. Eu sabia que queria fazer essa pesquisa. Eu sentia que a falha era minha, eu é que tinha um problema, eu tinha que aprender a língua. Outro dia, num congresso de primatologia brasileira, eu falei em português e alguns colegas meus americanos se admiraram. Eu disse: depois de 23 anos se eu não soubesse português não tinha direito de estar aqui.

Como aprendeu? Foi com os moradores da região ou foi estudando com professor?

“CONHEÇO GENTE AQUI HÁ MAIS TEMPO DO QUE CONHEÇO MEU MARIDO, POR EXEMPLO.”

Karen – Tive aulas de português antes de vir que não me ajudaram muito. Aprendi praticando.

Hoje está totalmente integrada, conhece todo mundo, é madrinha de casamento. Como conseguiu se integrar?

Karen – Seu Feliciano me ajudou muito. Eu sou trabalhadeira, mas aqui tinha um motivo a mais para ficar na mata. Seu Feliciano me elogiava por essa intensidade do trabalho. Ele falava isso para todo mundo. Mas eu me incluía, tomava pinga com os daqui, viram que eu não era orgulhosa, fiz amizade muito forte. Tem gente aqui que eu conheço mais da metade da minha vida. Isso é profundo. “Conheço gente aqui há mais tempo do que conheço meu marido, por exemplo.” A amizade foi crescendo. Na época eu achei que, ao fim da pesquisa, eu não iria voltar. Primeira vez que eu voltei foi porque me escreveram dizendo que tinham nascido novos filhotes. E eu, perguntei: quem nasceu? Filho de quem? Fiquei interessada, procurei financiamento para voltar e vim. Quando voltei, estava sendo esperada na porta do ônibus pelo seu Feliciano e outros moradores. Foi lindo. Senti que estava voltando para casa. E aí voltei de novo, voltei de novo e continuo voltando sempre.

Você e o seu Feliciano são totalmente diferentes. Você fazendo doutorado em Harvard e ele um homem local, ex-tropeiro, com baixo nível de escolaridade, ainda que de sabedoria natural. Como vocês se entenderam?

Karen – Eu era muito nova e ele era um cavalheiro, ele se sentia responsável. Não tinha responsabilidade, mas achava que tinha que cuidar de mim. Sempre perguntava por mim e eu estava sempre trabalhando e isso fez com que ele me respeitasse. Ele era muito trabalhador. Eu sempre respeitei as regras estabelecidas por ele, sabia que estava aqui graças a ele, nas terras dele. Entendi meu lugar e não me sentia importante. Na época as pessoas tinham suspeita dos estrangeiros. Eu não mostro dentes, sei me comportar. Estudo primata, afinal de contas.

Você consegue entender o que leva um homem, de pouca escolaridade, nos anos 40 a 50, quando ninguém tinha a mentalidade ambiental, a preservar contra a opinião de todos?


Depois do doutorado qual foi o caminho que você seguiu na direção da carreira nos Estados Unidos?

Karen – Tive muita sorte. Tem gente que trabalha muito e as portas não se abrem. Para mim elas sempre se abriram. Minha vida é assim. Voltei em 84 e tinha dois anos para analisar os dados e escrever minha tese. Em 85 encontrei a pessoa com quem iniciei o primeiro projeto de longo prazo aqui. Depois que eu defendi a tese, eu tinha três opções: a primeira era ir para a Ásia. Eu recebi a oferta de uma bolsa que tem muito prestígio na primatologia. Era para estudar primatas na Ásia uma Luce Fellowship. Fiquei em dúvida: a bolsa tinha muito prestígio, mas eu percebi que queria continuar a estudar o Brasil. Aquela decisão era profunda, eu ia decidir o que queria ser: uma pessoa que estuda várias coisas, ou que se aprofunda num ponto. Se tivesse ido para a Ásia, depois de ter estado na África e na América do Sul, passaria a ter uma visão global dos primatas. A segunda opção era ter ficado em Harvard como professor visitante. Decidi continuar estudando os muriquis no Brasil. Fui pra a Universidade [Wisconsin] onde estou até hoje e me sinto valorizada e mantive aqui as pesquisas de longo prazo.

“O QUE TEM ACONTECIDO NA MATA ATLÂNTICA É O QUE ESTÁ ACONTECENDO NA INDONÉSIA. QUANDO EU CHEGUEI AQUI, JÁ TINHAM DERRUBADO TUDO E SOBRARAM POUCOS LUGARES COMO CARATINGA E AGORA ESTAMOS INICIANDO A RECUPERAÇÃO. ISSO ENSINA A QUEM ESTÁ AGORA DERRUBANDO MATAS, O QUE NÃO DEVE SER FEITO.”

Às vezes a gente escolhe um objeto de estudo, mas ele não é tão interessante quanto a gente imaginava. Quando é que você percebeu que estava diante de um objeto de estudo realmente interessante?

Karen – Na época os modelos comparativos de estudo dos primatas eram todos os dos primatas do Velho Mundo, babuínos, rhesus, macaco japonês, chimpanzés. Tudo muito bem estudado. O comportamento era o mesmo: sistema de hierarquia, macho dominante, agressividade entre eles. Os muriquis não tinham esse sistema. Tinha certeza, por ter estudado os babuínos, que os muriquis não se comportavam como os babuínos. A duvida é: se eles não usam esse sistema dos outros, como eles se comportavam? Fiquei com medo de as pessoas não acreditarem que a minha tese contrariava o conhecimento tradicional sobre os primatas. Quem era eu para dizer: olha, eu tenho um modelo de estudo do comportamento dos primatas inteiramente diferente de tudo o que existe até hoje. Por isso os primeiros trabalhos que publiquei, foram trabalhos muito sistemáticos, dei muitos dados, estudei a alimentação deles, alguns hábitos, mas tinha pouca conclusão. Quando eu já era mais reconhecida no meio acadêmico é que incluí o ponto mais importante: o comportamento social deles é totalmente diferente. Acabou sendo bom, ir devagar, mas eu fiz assim pela minha insegurança. Em 1994, publiquei o trabalho chamado “O mito do primata típico”. Esse provavelmente foi um parto maior do que tudo o que eu tinha feito. Publiquei no Yearbook of Physical Anthropology. Esse teve um impacto e tem sido usado como texto de estudo. Mas eu não poderia ter escrito mais cedo porque não tinha autoridade. O que ajudou muito foi que, em 1988, a Sociedade Internacional de Primatologia realizou aqui no Brasil seu Congresso. Então os maiores primatólogos do mundo vieram para cá, combinaram comigo e vieram ver os muriquis. Aqui na casa do seu Feliciano e em barracas no pátio estiveram 20 a 30 gringos. Ele colaborou com tudo isso. Tinha gente dos Estados Unidos, Japão, Alemanha. Entre eles o casal do projeto da pesquisa sobre os babuínos. Eles me apresentaram aos babuínos e eu pude mostrar os muriquis para eles. Aí, eles disseram: nossa, esses macacos não se comportam como os babuínos. Era isso que eu queria provar! Meu orientador de Harvard estava aqui, se você falasse um nome de um primatólogo famoso no mundo, ele ou ela estava aqui. Todos conheceram os muriquis, a mata, minha pesquisa. Por isso, quando eu disse que era um modelo diferente, eles acreditaram. Uma coisa que as pessoas tinham dúvida era se o comportamento dos muriquis é diferente aqui, porque a mata é pequena. Será que a mudança do habitat alterou o comportamento? Mas hoje tem poucos lugares no mundo em que os primatas estão como estiveram na natureza. A pesquisa pura já é difícil. A consciência internacional da ecologia aumentou muito nos últimos tempos. Nós avançamos muito. “O que tem acontecido na Mata Atlântica é o que está acontecendo na Indonésia. Quando eu cheguei aqui, já tinham derrubado tudo e sobraram poucos lugares como Caratinga e agora estamos iniciando a recuperação. Isso ensina a quem está agora derrubando matas, o que não deve ser feito.” Mas quando cheguei aqui, meus colegas diziam que eu estava trabalhando num fragmento.

E você o que acha disso? Acha que eles alteraram o comportamento porque estão num fragmento?

“POR OUTRO LADO AQUI TUDO É MUITO FRÁGIL. PERDER UM ANIMAL É UMA PORCENTAGEM. PODE-SE MEDIR A FALTA. É UM, NUM TOTAL DE 300. NÃO PRECISAMOS CORRER ESTE RISCO.”

Karen – Estamos vendo muita coisa interessante aqui, que eu não podia dizer há vinte anos. A visão de longo prazo tem nos ajudado a ver melhor. Temos pesquisas feitas com populações de muriquis em lugares diferentes, como as reservas de Carlos Botelho e Augusto Ruschi no Espírito Santo, estudos comparativos. Outra linha de pesquisa é comparar o comportamento deles no tempo. Todas as pesquisas mostram que eles não brigam. O que mudou é que antes eles andavam sempre juntos e hoje o grupo está quatro vezes maior eles se separam às vezes para não competir por comida. Uma coisa que estou acompanhando agora, mas estamos no meio da pesquisa, é que antes nasciam mais fêmeas e isso ajudou a aumentar a população. Nos últimos dez anos estão nascendo mais machos. Quando eles forem adultos, pode haver mais competição. Aí vamos ver se a falta de agressão, esse pacifismo, é uma conseqüência de uma demografia muito favorável aos machos. Porque é uma maravilha: cada macho tinha três ou quatro fêmeas. No futuro será diferente. Cada vez que eu penso que já estou cansada e que vou parar de estudar, tem mais uma grande questão para saber. Não posso parar de estudar. É uma curiosidade científica. Voltarei aqui velhinha de cadeira de rodas para continuar estudando os Muriquis.

E a relação dos muriquis com as outras espécies? Está se falando muito no spider monkey do México que tem desenvolvido um comportamento mais agressivo em relação às outras espécies. Aqui o maior primata próximo é o barbado e eles não têm muita interação. Uma coisa interessante é que os spider monkeys vão ao solo, o que é raro neste tipo de macaco. O que você pensa dessas mudanças de comportamento? Acontece aqui também?


Por que você escolheu essa linha de pesquisa? Em vez de capturar os animais, coletar sangue, pôr um chip, você tem tentado fazer estudos genéticos através das fezes e nunca tocar nos animais. Por quê?

Karen – Não conseguiria fazer uma pesquisa mais invasiva. O único problema de fazer uma pesquisa menos invasiva é ter mais tempo. É fácil capturar o animal e por o rádio: você pode acordar meio dia e ligar o rádio e saber onde ele está. Não sou totalmente contra esse método, mas aqui eu percebi que precisava apenas de mais trabalho meu e, desta forma, não colocaria os animais em risco. Eu sou estrangeira. Se eu vou capturar os animais para estudá-los, como posso impedir que outros o façam. Para ter consistência, a regra de nenhuma interferência física tem que ser obedecida por todos, inclusive por mim. A população está crescendo, a mata está protegida, tudo o que o Ramiro [neto do seu Feliciano e presidente da ONG Preserve Muriqui, que cuida da RPPN] está fazendo vai melhorar. “Por outro lado aqui tudo é muito frágil. Perder um animal é uma porcentagem. Pode-se medir a falta. É um, num total de 300. Não precisamos correr esse risco.” As pessoas passaram a me perguntar: cadê os dados genéticos? Para isso bastava pegá-los, tirar os sangue e ter os dados. Mas eu preferi fazer de forma mais lenta. Eu coleto as fezes, mando depois o material para o Espírito Santo, para a UFES. Ou seja, não estou levando nada para fora do país, o patrimônio está aqui sendo estudado. Se trabalhar mais um pouco, se consegue fazer isso.

E a questão da consangüinidade?

Karen – É uma questão. Todos os dados mostram que isso que acontece em outros lugares – alta mortalidade dos infantes, taxa reprodutiva lenta – não acontece aqui. Aqui tinha dois grupos: Matão e Jaó. Agora eles se subdividiram. Mesmo assim há uma possibilidade de consangüinidade. Outra vantagem aqui, para evitar a consangüinidade é que temos dados que mostram que as mães evitam copular com os filhos. Assistimos mais de mil cópulas e foi visto uma ou duas vezes, no máximo, uma fêmea copulando com o filho.

No longo prazo, qual é a melhor forma de evitar o problema? Fazendo corredor, para juntar uma mata com outra?

“NÃO SEI SE É O APARECIMENTO DO PREDADOR. AS MENINAS ME LIGAM CHORANDO E EU DIGO QUE ISSO É BOM, QUE A ECOLOGIA ESTÁ VOLTANDO.”

Karen – Fazer corredor é importante porque aumenta o espaço para todos os animais aqui. O que está limitando os muriquis aqui é o tamanho da mata. Se tivesse mais mata, haveria mais espaço para eles crescerem. A taxa reprodutiva vai ficar mais estável. Mas uma coisa aqui, que me deixa com dor de cabeça é a seguinte: uma coisa é a ecologia, eu posso dizer que, se nada acontecer, daqui a dez anos essa população não vai crescer no mesmo ritmo. O que ninguém entende é como os animais conseguem alterar a proporção do sexo nos filhos para compor um equilíbrio da população. Com mais macho, a população cresce menos. A população aqui está muito saudável, por enquanto, e por isso eu não acho recomendável que haja manejo, trazer outros indivíduos para cá. Na natureza, 70% dos infantes sobrevivem ao primeiro ano, mas aqui, ao longo dos 20 anos, sobreviviam 96%. Quase não havia mortalidade. Nos últimos dois anos o índice de mortalidade aumentou. “Não sei se é o aparecimento do predador. As meninas me ligam chorando e eu digo que isso é bom, que a ecologia está voltando.” Além do mais, não quero me alarmar porque quem tem perdido mais os infantes são as fêmeas mais velhas, que normalmente têm menos sucesso mesmo na reprodução.

Quais são as novas linhas de pesquisa?


E o projeto do replantio das espécies que eles gostam, que efeito pode ter?

Karen – Eu nunca mexi muito com isso, porque ninguém perguntou minha opinião. Replantar para fazer os corredores para aumentar a área dos muriquis acho excelente. Meu conhecimento de botânica é que algumas espécies crescem numa seqüência natural, não sei se vai dar certo recriar a mata. Aqui atrás [aponta para uma área em estágio de recomposição da mata] era tudo pasto quando cheguei aqui. Depois de dez anos sem ser usada como pasto, ela fechou naturalmente e agora quatro espécies de primatas têm aparecido por aí, seja para passear, seja para viver. Eu não sou botânica, mas confio mais na natureza, prefiro deixar que ela refaça as coisas.

Com relação às notícias de avistamento de população de muriquis que está aumentando? O fato de você, com sua pesquisa ter valorizado mais o muriqui, pode ser a razão da descoberta de novos grupos, as pessoas estão mais atentas?

Karen – Quanto mais divulgado for o muriqui, mais eles serão notados. Mas não acho que seja minha pesquisa. Eu não sou conhecida. As pessoas não sabem do meu projeto, a não ser as diretamente envolvidas. Eu colaboro com a comunicação porque acho importante que todos saibam sobre eles.

Hoje tem mais pesquisas sobre espécies da mata brasileira do que tinha no passado. O fascínio sobre espécies aumenta o interesse e inclusive de pesquisadores?

Karen – Quero atrair pessoas, mas não quero atrair pessoas que venham pela bolsa. Não tenho dificuldade de selecionar pessoas para os projetos. As pessoas que trabalham comigo, sentem que estão fazendo coisas importantes. A continuidade dessa mentalidade de se sentirem honradas de estarem aqui é boa. Há pessoas daqui, como a filha da empregada da casa dos pesquisadores, que dizem que querem estudar para um dia fazerem parte do projeto. Essas coisas são muito bonitas.

Leia mais sobre Karen Strier na reportagem de Sérgio Abranches e Míriam Leitão e na coluna de Míriam Leitão no jornal O Globo.

1 comentário em “Desmistificando o primata típico – com Karen Strier”

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.