Vídeo: Dá para monitorar a pesca oceânica do espaço? Por John Amos

Eduardo Pegurier (texto) e Marcio Isensee e Sá (vídeo)
domingo, 9 setembro 2018 15:46
Na imagem, as linhas finas e claras sobre o Oceano Atlântico mostram as fronteiras das águas nacionais, enquanto os pontos amarelos mostram os navios pesqueiros. Note como eles se mantêm em águas sem internacionais, onde a pesca não é controlada. Foto: Eduardo Pegurier.

Um dos maiores problemas ambientais do planeta fica submerso, literalmente. Trata-se da sobrepesca, a retirada de peixes do oceano numa taxa maior do que a sua capacidade de reprodução, o que exaure os estoques de peixe. Para os peixes de água salgada a situação ainda é mais delicada, pois em águas internacionais não há nada que regre a quantidade pescada por grandes embarcações internacionais, dotadas de capacidade industrial de matar e estocar os animais.

A ONG SkyTruth conseguiu uma maneira de expor o problema de maneira dramática. Hoje, todos as embarcações oceânicas precisam ser dotadas de um “transponder AIS”, equipamento que identifica a embarcação e seu curso. Essa informação é captada também por satélites, o que permitiu a SkyTruth criar um mapa mundial da pesca, através do projeto Global Fishing Watch (algo como Vigilância Global da Pesca).

Nesse vídeo, John Amos, fundador da Skytruth, conta como a iniciativa permite que qualquer um que tenha acesso a um navegador web visualize em tempo real a distribuição da frota pesqueira, espalhada pelos oceanos do planeta.

Assista:

PS: Ative a legenda do YouTube para ver a tradução.

 

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