Alertas de desmatamento disparam em julho

Alertas de desmatamento disparam em julho

Daniele Bragança 
quinta-feira, 8 agosto 2019 9:51
O desmatamento em julho foi o pior mês da série histórica do Deter-B. Foto: Greenpeace Brasil/Flickr.

Os dados de alertas de desmatamento (Deter-B), do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), mostram que os alertas em julho de 2019 alcançaram 2.254,8 quilômetros quadrados (km²) de área desmatada, em comparação com o mesmo mês de 2018, quando alcançou 596,6 km². Isso significa um aumento de 278% em comparação de um mês com o outro.

A reportagem de ((o))eco obteve os números através do portal TerraBrasilis, mantido pelo INPE, onde qualquer cidadão poderá ter acesso aos dados.

O Sistema de Detecção de Desmatamento em Tempo Real (Deter) não mede, nem foi programado para medir, a extensão real do desmatamento na Amazônia. Esta é a função do Projeto de Monitoramento do Desmatamento na Amazônia Legal por Satélite (Prodes), cuja prévia costuma sair em novembro, antes da COP do clima. A função do Deter é avisar às autoridades onde as motosserras estão cantando e impedir a transformação da floresta em campo. Além de apontar tendências. E as tendências usando os dados acumulados do ano são de aumento acentuado.

Dados acumulados

O calendário do desmatamento começa em agosto e termina em julho do ano seguinte. De agosto de 2018 a julho de 2019 foram desmatados 6.833 quilômetros quadrados na Amazônia, contra 4.572 quilômetros quadrados no mesmo período do ano anterior (agosto de 2017 a julho de 2018), um aumento de quase 50% de um ano para o outro.

Historicamente os dados do Deter apontam a tendência que será confirmada pelos dados do Prodes no final do ano para cima. Em 2018 os dados de alertas acumulados (agosto de 2017 a julho de 2018) apontavam que 4.572 quilômetros quadrados foram derrubados. Os dados consolidados do Prodes mostraram que a Amazônia perdeu 7.536 km² de floresta.

Desmatamento detectado em Altamira, no Pará, o município com mais alertas de desmatamento na Amazônia. Imagem: Reprodução Twitter/Tasso Azevedo.

 

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2 comentários em “Alertas de desmatamento disparam em julho”

  1. Ao lá.
    Vamos ao trabalho sr. ministro Salles. Ao trabalho. Chega de enrolação.
    A seu discurso não resolve, mexa-se. Tem dúvida, entre em avião ou helicoptero da FAB e vá lá, verificar.

    Até agora, age, com a mesma preguiça e discurso de fumaça de governos passados.

    Acorda, vamos.

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