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Inpa recebe filhote recém-nascido de peixe-boi

Animal estava preso a uma rede e foi encontrado por pescadores no interior do Amazonas. Ele está em boas condições de saúde, porém estressado

Vandré Fonseca ·
9 de fevereiro de 2015 · 7 anos atrás
O filhote de peixe-boi foi alimentado com um leite especial, sem lactose. Ele será colocado em um tanque com uma fêmea adulta, na esperança de que ela possa adotá-lo. Crédito: Vandré Fonseca.

Manaus, AM – Um filhote de peixe-boi-da-amazônia (Trichecus inunguis), provavelmente recém-nascido, foi resgatado no sábado, na boca do igarapé Matupiri, um afluente do Rio Madeira, em Manicoré (AM), a 390 Km de Manaus. Ele estava enrolado em uma rede de pesca e foi encontrado por pescadores, pela manhã.

O peixe-boi, um macho com 12 quilos, peso médio de animais recém-nascidos da espécie, foi entregue à Secretaria Municipal de Meio Ambiente de Manicoré e ao Instituto Chico Mendes. À tarde, acompanhado pelo gestor da Reserva Extrativista do Lago Capanã Grande, Davi Araújo de França, ele viajou de avião até a capital do estado, onde foi entregue aos cuidados da Associação Amigos do Peixe-Boi da Amazônia (Ampa) e do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia.

“Nós entramos em contato com o Inpa para pedir informações e eles deram a passagem de avião para trazê-lo até aqui”, conta o analista ambiental, destacando que o animal foi encontrado fora dos limites da reserva, mas para protegê-lo decidiu levá-lo para Manaus. De acordo com ele, há relatos de que pelo menos quatro animais tenham sido mortos na região na última semana.

Este é o primeiro peixe-boi vivo resgatado no Amazonas este ano. Em média, por ano, o Inpa recebe entre 7 e 8 animais. Geralmente são filhotes que se separaram ou tiveram as mães mortas por pescadores. O pequeno peixe-boi está bem de saúde, segundo a avaliação feita no Inpa, mas bastante estressado. Ele recebeu um leite especial, sem lactose, e foi colocado em um tanque. Ainda esta semana, os pesquisadores vão colocá-lo junto com uma fêmea mais velha, na esperança de quê ela adote o filhote.

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Comentários 1

  1. Cláudio Maretti diz:

    Boa matéria, Duda Menegassi! Equilibrada, correta e necessária. Parabéns e obrigado!

    Ajustes nessas unidades de conservação são necessários desde a sua criação e a necessidade só aumenta quando os ajustes não são aplicados.
    Há estudos e diálogos nesse sentido há tenpos.

    Para ajustes em unidades de conservação é necessário estudos, análise e propostas técnicas, compensação da conservação e diálogo para compor soluções.

    A posição técnica do ICMBio é consistente e adequada.

    A Floresta Nacional de Brasília tem algumas áreas com valor ecológico não tão importante, relativamente, e desde sua criação. Mas há áreas importantes para recuperação e para visitação (ou uso público), como a Área 1, com importante envolvimento da sociedade local e boa história e grande potencial de voluntariado. E há áreas importantes para recuperação, ordenamento da ocupação e proteção dos recursos hídricos, como a Área 4 e grande parte da Área 3. Faz todo sentido mudar a categoria da Reserva Biológica de Contagem para parque nacional, promovendo a conservação com a visitação (ou uso público), de forma integrada com o Parque Nacional de Brasília. Faz todo sentido ampliar a conservação de áreas de maior valor ecológico (inclusive como compensação pela redução de outras áreas).

    Mas é muito importante acompanhar com atenção o processo no Legislativo, pois há vários parlamentares só interessados em especulação imobiliária e populismo com lotes e moradias (como em toda a história do Distrito Federal).