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Dilma abre a gaveta e cria mais dois parques nacionais

Parques nacionais da Serra do Gandarela e do Guaricana estavam entre as propostas de criação de UCs paradas no Ministério do Meio Ambiente.

Redação ((o))eco ·
15 de outubro de 2014 · 7 anos atrás
Serra do Gandarela, enfim preservada. Foto: Danilo Siqueira / Divulgação Movimento Águas do Gandarela.
Serra do Gandarela, enfim preservada. Foto: Danilo Siqueira / Divulgação Movimento Águas do Gandarela.

Em menos de 24 horas após criar 3 Reservas Extrativistas, o Governo Federal publicou novos decretos em que instituiu mais 3 unidades de conservação no país: foram criados nesta terça-feira (14) os  Parques Nacionais da Serra do Gandarela (MG) e do Guaricana (PR) e a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras (MG). Pelo menos no papel, o Brasil agora possui 319 unidades de conservação federal administradas pelo Instituto Chico Mendes (ICMBio).

Além das criações, a Reserva Extrativista do Médio Juruá, no Amazonas, teve seu tamanho aumentado em mais de 30 mil hectares.

Todas as 3 novas UCs  criadas, além da ampliada, estavam na lista de propostas de criação de Unidades de Conservação paradas no Ministério do Meio Ambiente.

O recém criado Parque Nacional da Serra do Gandarela (MG), com 31,2 mil hectares, é uma demanda antiga dos movimentos ambientais de Minas, como o Movimento Águas do Gandarela. O projeto para transformar a área em Parque Nacional existe desde 2009. Do outro lado, a Vale queria usá-lo para extração de minério.

O Parque Nacional do Guaricana (PR), com 49,3 mil hectares, protege uma parte importante da Mata Atlântica do Paraná.

Já a Reserva de Desenvolvimento Sustentável Nascentes Geraizeiras (MG), com 38,1 mil hectares, protege as áreas de extrativismo utilizadas pela comunidade geraizeira local. De acordo com o Ministério do Meio Ambiente, próximo passo da RDS é acelerar o processo de regularização fundiária das terras em concessão de uso às comunidades tradicionais.

 

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Comentários 1

  1. Cláudio Maretti diz:

    Boa matéria, Duda Menegassi! Equilibrada, correta e necessária. Parabéns e obrigado!

    Ajustes nessas unidades de conservação são necessários desde a sua criação e a necessidade só aumenta quando os ajustes não são aplicados.
    Há estudos e diálogos nesse sentido há tenpos.

    Para ajustes em unidades de conservação é necessário estudos, análise e propostas técnicas, compensação da conservação e diálogo para compor soluções.

    A posição técnica do ICMBio é consistente e adequada.

    A Floresta Nacional de Brasília tem algumas áreas com valor ecológico não tão importante, relativamente, e desde sua criação. Mas há áreas importantes para recuperação e para visitação (ou uso público), como a Área 1, com importante envolvimento da sociedade local e boa história e grande potencial de voluntariado. E há áreas importantes para recuperação, ordenamento da ocupação e proteção dos recursos hídricos, como a Área 4 e grande parte da Área 3. Faz todo sentido mudar a categoria da Reserva Biológica de Contagem para parque nacional, promovendo a conservação com a visitação (ou uso público), de forma integrada com o Parque Nacional de Brasília. Faz todo sentido ampliar a conservação de áreas de maior valor ecológico (inclusive como compensação pela redução de outras áreas).

    Mas é muito importante acompanhar com atenção o processo no Legislativo, pois há vários parlamentares só interessados em especulação imobiliária e populismo com lotes e moradias (como em toda a história do Distrito Federal).