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José Truda lança livro sobre pontos de mergulho

Colunista de ((o))eco faz dobradinha com fótografo em obra que mostra os melhores pontos de mergulho em Fernando de Noronha, Recife e Maceió.

13 de dezembro de 2011 · 9 anos atrás
O colunista de ((o))eco José Truda Palazzo Jr. acaba de lançar mais uma obra-prima nascida de sua dedicação incansável à conservação dos ecossistemas marinhos brasileiros. Em parceria com o fótografo Fernando Clark, Truda vasculhou as profundezas do parque marinho mais famoso do país, Fernando de Noronha, e também de Recife e Maceió. Ele registrou tudo em “Naufrágios e Pontos de Mergulho”. Edição da Cultura Sub, que está se especializando em lançamentos ´aquáticos´, já foi lançada em São Paulo e nesta terça (13) será lançada em Porto Alegre.

 

 

Batemos um papinho com Truda e pedimos para ele dar um gostinho das fotos aos leitores de ((o))eco. Vejam abaixo.

Quando tempo você se envolveu para fazer o livro? (Não vale dizer a vida toda hein!)

Bom, o livro é o resultado de meus dez anos de mergulho, somados à experiência de ter trabalhado em Fernando de Noronha para a criação do Parque Nacional, entre 1985 e 1988, e sua declaração como Patrimônio Mundial em 2011. Escrevê-lo levou uns três meses, mas no fundo é uma história de vida!

Como surgiu ideia?

A Editora CulturaSub queria alguém que abordasse o mundo sub do Nordeste sob uma ótica de conservação, para acompanhar as belíssimas fotos do Fernando Clark sobre a região. Daí surgiu essa parceria que, espero, vai continuar no futuro.

Esse tipo de mergulho pode virar impulso para conservação?

A história que o livro conta é justamente essa – a de que o mergulho recreativo é uma poderosa ferramenta de conservação marinha. O Parque Nacional Marinho de Fernando de Noronha foi criado graças ao apoio da então única operadora de mergulho do arquipélago, e hoje tem no mergulho – altamente controlado pela fiscalização local – um de seus principais atrativos. Em Recife, a parceria dos operadores com as universidades locais criou o Parque dos Naufrágios, em que barcos foram afundados de maneira proposital e controlada para criar refúgios de vida marinha, que hoje geram emprego e renda com a preservação nesses pontos. Essas histórias se repetem em vários outros países em desenvolvimento, em que o mergulho é o principal incentivo econômico para a conservação marinha, e é preciso que aqui no Brasil se conheça e se replique esse tipo de experiência.

 

Clique nas imagens para ampliar.

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