Notícias

Londres melhora vida para ciclistas

Capital britânica ganha esquema de aluguel de bicicletas para desafogar o transporte público e também cria mega-ciclovias para quem mora fora do centro.

Redação ((o))eco ·
26 de julho de 2010 · 11 anos atrás

Neste mês de julho, Londres está tirando o atraso em relação a outras cidades europeias em termos da infra-estrutura e segurança aos ciclistas. Na sexta (30), a capital britânica lançará seu esquema de aluguel automático de bikes, nos moldes do que já acontece há dois anos em Paris e Barcelona, e pelo menos há uma década em Berlim .

No centro da cidade, haverá diversos pontos em que bikes poderão ser retiradas de graça por um prazo de até 30 minutos. “Isso fará que com muitas pessoas substituam viagens curtas de 2 ou três pontos de ônibus ou metro”, afirmou Nancy Ryder, porta-voz da Tranportes para Londres (TFL, na sigla em inglês). Quem quiser ficar com a bicicleta por 24 horas, pagará apenas 1 libra (3 reais). Além disso, haverá cartões com mensalidade que permitirão acesso ilimitado às magrelas espalhadas pelo centro.

A expectativa é que com o esquema de aluguel haverá um aumento de 40 mil jornadas de bicicleta todos os dias em Londres. Atualmente são meio milhão de viagens diárias, o dobro do que se realizava no início da década. A mudança está refletida no grande número de lojas dedicadas aos ciclistas na cidade. Mais do que isso, a própria prefeitura da cidade imprimiu mapas detalhados com rotas para ciclistas e criou no site de planejamento de viagens uma opção para quem pedala. De acordo com a TFL, 1,5 milhão de libras serão ainda investidos no treinamento de novos ciclistas. “Pessoas que querem utilizar bicicletas, mas se sentem inseguras, podem encontrar treinamento em todos os distritos”, explicou Ryder.

A meta do prefeito de Londres – o conservador Boris Johnson – é aumentar em 400% o número de ciclistas em 15 anos.

Cycle Superhighways 

Mas não é só o esquema de aluguel de bikes que deu alento aos londrinos nestes últimos dias. No último dia 19, um projeto ainda mais ambicioso foi lançado, o chamado Cycle Superhighways , algo como supervias para bicicletas. Trata-se da implementação de ciclovias totalmente sinalizadas e exclusivas para os ciclistas que moram fora do centro e viajam todos os dias até lá para trabalhar. Até agora duas mega-faixas azuis com extensão aproximada de 9 quilômetros já estão em operação. Até 2015, a promessa é que se chegue a 12 delas. O investimento para isso  já está em parte garantido: uma doação de 25 milhões de libras foi feita para o programa pelo banco Barclays, o maior do Reino Unido. (Gustavo Faleiros)

O vídeo abaixo explica como elas vão funcionar. (somente versão em inglês)

Leia também

Análises
23 de julho de 2021

Termo ‘savanização’ precisa ser revisto nos discursos sobre degradação florestal

Associar a savana à ideia equivocada de que esta seria uma vegetação degradada e pobre favorece o discurso de que não há nada a ser conservado

Notícias
22 de julho de 2021

Ibama fecha acordo com agência japonesa para monitoramento via satélite da Amazônia

Acordo de cooperação foi assinado nesta quinta-feira e terá duração de 5 anos. Expectativa do Ibama é aumentar precisão da detecção de desmatamento na Amazônia

Reportagens
22 de julho de 2021

Soluções baseadas na natureza são essenciais para combater mudanças climáticas e a perda de biodiversidade

Pesquisadores analisam estratégias de conservação de ecossistemas e recuperação de áreas degradadas na segunda edição da série Conferências FAPESP 60 anos

Mais de ((o))eco

Deixe uma resposta