Pedro da Cunha e Menezes
Ex-chefe do Parque Nacional da Tijuca, diplomata de carreira e conselheiro de ((o))eco.

Reunião

Pedro da Cunha e Menezes
sexta-feira, 24 junho 2005 17:12

Existem no mundo 34 “hotspots”. Os “hotspots” são áreas de excepcional biodiversidade e elevadas taxas de endemismo que encontram-se seriamente ameaçadas de desaparecimento (todos os “hotspots” já perderam mais do que 75% da sua cobertura original). Mesmo somadas, as três dezenas e meia de “hotspots” ocupam apenas 2,3% da superfície da Terra, mas são habitat para 75%dos mamíferos e aves mais ameaçados de extinção do planeta, bem como para 50% da flora e 40% das espécies vertebradas já catalogadas pela ciência. Para ser classificado como “hotspot” um ecossistema precisa abrigar no mínimo 1.500 espécies florísticas endêmicas, o que equivale a 0,5 % do total identificado no mundo. Há dois “hotspots no Brasil: o Cerrado e a Mata Atlântica”.

Dentre todos os países do mundo, a França é o que abriga maior quantidade de “hotspots”, nem tanto por seu território europeu mas pelas ilhas que conquistou ao longo dos séculos e manteve submetidos a Paris até os dias de hoje. São “hotspots”, a Polinésia francesa (Taiti, Moorea, Bora Bora e ilhas associadas), os territórios insulares caribenhos de Guadalupe, Martinica e São Martinho, a Nova Caledônia , a ilha de Mayotte no Oceano índico, a própria bacia mediterrânea do território europeu da França e o departamento ultramarino de Reunião.

(1) Grand randoné reunionais (Trilha de longo curso reunionesa).

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