USP divulga vídeos de expedição de pesquisadores no Pico da Neblina
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USP divulga vídeos de expedição de pesquisadores no Pico da Neblina

Sabrina Rodrigues*
quarta-feira, 18 abril 2018 19:51
Grupo de pesquisadores da USP junto com o Exército Brasileiro no Pico da Neblina. Foto: Reprodução Canal USP.

Em novembro de 2017, 11 pesquisadores da Universidade de São Paulo (USP) aceitaram o desafio de percorrer uma área nunca explorada pela ciência nacional. O alvo fica no norte da Amazônia, possui 2.995 metros de altitude e é considerado o ponto mais alto do Brasil. O Pico da Neblina foi um bom anfitrião e forneceu aos seus visitantes uma rica coleção de répteis, anfíbios, plantas, mamíferos e aves. O desafio, que teve o apoio do Exército brasileiro, resultou numa série de reportagens, Expedição Amazônia – Maturacá – Pico da Neblina,  disponíveis para o público pelo Canal USP no youtube, toda segunda e quinta.

Um mês explorando a região, na localidade de Maturacá, na base do Pico da Neblina, pesquisadores, entre eles, zoólogos e botânicos do Instituto de Biociências, do Museu de Zoologia e da Escola Superior de Agricultura Luiz de Queiroz, levaram para a USP exemplares de 700 espécies, entre elas algumas nunca antes descritas. Duas equipes de reportagem acompanharam o trabalho: uma da BBC e outra do Canal USP. A equipe da BBC produziu um documentário que foram ao ar na BBC World News, canal internacional de notícias da emissora britânica, nos dias 15 e 16 de abril (sábado e domingo).

Pipa surinamensis – Foto: Reprodução / Universidade de São Paulo

“Quisemos coletar material nessa área para tentar entender as relações e os contatos entre a Amazônia e a floresta atlântica durante os períodos glaciais e interglaciais”, conta Miguel Trefaut Rodrigues, o herpetologista que liderou a expedição. A ausência de material daquela região tornou a exploração do Pico da Neblina mais especial.

“A Amazônia é a última fronteira para a Biologia, no Brasil e para o mundo. As montanhas brasileiras na Amazônia são muito pouco conhecidas, daí o interesse na região”, afirma o botânico do Instituto Biociências da USP, Renato de Melo-Silva.

Quem acessar o Canal da USP, no youtube, terão a oportunidade de ver como bichos e plantas foram tratados nos laboratórios de campo.

 

Assista aos vídeos já exibidos no Canal USP:

 

*Com informações do Jornal da USP.

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