Tribunal sul-africano acaba com a proibição de venda de chifres de rinocerontes no país
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Tribunal sul-africano acaba com a proibição de venda de chifres de rinocerontes no país

Sabrina Rodrigues
quinta-feira, 6 abril 2017 19:31
Foto: Des Morris/Flickr.
Foto: Des Morris/Flickr.

O Tribunal Constitucional da África do Sul anulou, no final de março, a decisão que proibia o comércio de chifres de rinocerontes no país. A tentativa de combater o tráfico ilegal de chifres responsável pela mortandade de milhares rinocerontes por ano no país. Os criadores comerciais de rinocerontes comemoraram a decisão.

Para os criadores comerciais, a liberação da comercialização porá fim no comércio furtivo da espécie ameaçada de extinção e ainda irá compensar os custos com a proteção dos animais. Na África do Sul, há cerca de 20 mil rinocerontes, mais de 80% da população total dessa espécie no mundo está localizado no país. Acredita-se que quase um terço desses animais pertencem a criadores particulares.

Já os ambientalistas entendem justamente o contrário. Para eles, qualquer comércio legalizado é uma abertura de portas para o aumento da caça furtiva. “Uma vez que não existe mercado para o chifre de rinoceronte na África do Sul, acabar com a proibição do comércio interno pode facilmente estimular o crescimento ilegal da atividade internacionalmente”, disse Leigh Henry, consultora sênior de políticas de conservação das espécies do WWF (World Wildlife Fund).

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“Pare com a morte de rinocerontes”, diz placa no Kruger National Park, na África do Sul. Foto: Divulgação.

O comércio de chifres é responsável pela morte de milhares de rinocerontes por ano. Caçadores matam os animais em busca do valioso chifre, que é exportado aos mercados do Oriente Médio e Ásia, para emprego como símbolo de virilidade ou em miraculosas curas da medicina tradicional. De acordo com o WWF, o número de rinocerontes caçados na África do Sul aumentou 9 mil por cento de 2007 a 2014, atingindo o recorde de 1215 animais. Em 2007, o número de animais caçados era 13.

A decisão do Tribunal Constitucional saiu no final de março, mas só foi compartilhada para a imprensa, na quarta-feira (5).

 

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