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Superintendente do Ibama no Amapá é alvo da Polícia Federal

Sabrina Rodrigues*
terça-feira, 6 março 2018 17:22
Operação Falsum Virtual. Foto: Polícia Federal/Divulgação.

 

Na manhã desta terça-feira (06), Leonardo de Lima Melo, superintendente do Instituto de Meio Ambiente e Recursos Renováveis (Ibama) no Amapá, foi alvo de mandados de busca e apreensão cumpridos em sua residência e na sede do órgão, em Macapá. A ação é resultado da Operação Falsum Virtual (nome em latim em alusão à falsa inserção de dados em sistema virtual) deflagradas pelo Ministério Público Federal (MPF) e a Polícia Federal (PF), que apura ilícitos supostamente praticados pelo superintendente.

Segundo investigações dos dois órgãos, Leonardo de Lima Melo é suspeito de inserir dados falsos no sistema eletrônico federal que gerencia o licenciamento para transporte e armazenamento de produtos florestais, que podem ser carvão vegetal, madeira ou lenha. Com a ação, o servidor beneficiaria empresa madeireira que também está sendo investigada. A prática de outras condutas ilícitas também está sendo apurada.

O superintendente está na mira da Justiça e do MPF há algum tempo. Em outubro do ano passado, o Ministério Público Federal do Amapá (MPF/AP) recomendou ao ministro do Meio Ambiente, Sarney Filho, a exoneração de Leonardo do cargo de superintendente, por considerar a conduta do gestor incompatível com a permanência dele no cargo. Leonardo tinha sido denunciado pelo MPF à Justiça Federal por peculato, associação criminosa e falsidade ideológica. Segundo a denúncia, ele e outras 23 pessoas – também denunciadas –, teriam recebido indevidamente cerca de R$ 33 mil em diárias de viagens a serviço para o interior do estado do Amapá, sem sair efetivamente da sede do Ibama, em Macapá.

Hoje, Leonardo de Lima Melo foi afastado do cargo. Segundo informações do Ibama, Márcia Bueno será a nova superintendente do órgão no Amapá.

O investigado poderá responder pelos crimes de inserção de dados falsos em sistema de informação e obstrução de investigação que envolve organização criminosa. Se condenado poderá cumprir pena de até 20 anos de reclusão.

A Justiça Federal autorizou o afastamento do servidor do cargo de superintendente do Ibama, a quebra dos sigilos bancário, fiscal e telefônico. Ele também está proibido de entrar na sede do órgão. As investigações seguem sob sigilo.

*Com informações da Assessoria de Comunicação do MPF do Amapá.

 

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