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Servidores do Ibama fazem vaquinha para manter família de sobrevivente de acidente no Rio

Daniele Bragança
segunda-feira, 10 julho 2017 20:53
Hospital de Aeronáutica do Galeão (HFAG) , onde Lazlo está internado. Foto: Divulgação/Defesa.
Hospital de Aeronáutica do Galeão (HFAG) , onde Lazlo está internado. Foto: Divulgação/Defesa.

Com apenas uma semana desde o acidente que vitimou seus colegas, os servidores do Ibama transformaram o luto em solidariedade. Internamente, eles organizam um fundo para manter a família do único sobrevivente da queda do avião hospedada próxima ao hospital onde o analista ambiental está internado, em estado grave.

Lazlo Macedo de Carvalho, de 44 anos, teve 45% do corpo queimado e está sendo tratado no Centro de Tratamento de Queimados (CTQ) do Hospital de Força Aérea do Galeão (HFAG), no Rio de Janeiro, desde terça-feira (4). O estado de saúde do analista ambiental apresentou uma melhora e os médicos estudam diminuir a sedação para ver se ele está pronto para respirar sem a ajuda de aparelhos.

O Ibama cobre os custos da manutenção de Lazlo no Rio, mas não de sua família, que mora em Santos e veio para a capital fluminense acompanhar a recuperação dele.

Sem suporte financeiro do órgão, os servidores do Ibama de São Paulo iniciaram uma vaquinha interna para ajudar a família. A mobilização domina as discussões do grupo de e-mail dos servidores, tanto do Ibama quanto do ICMBio.

Acidente

Na manhã da última segunda-feira (03), quatro pessoas morreram após a queda de avião em Roraima. Os analistas ambientais Olavo Perin, de 35 anos, do Espírito Santo; Alexandre Rochinski, de 45 anos, de Santa Catarina e o técnico administrativo Sebastião Júnior, de 50 anos, de Roraima –. mais o piloto, Marcos Jardim, morreram carbonizados após a aeronave em que estavam cair sobre árvores logo após decolar da pista.

O acidente aconteceu em Cantá, município que integra a região metropolitana de Boa Vista, capital do estado. Só Lazlo sobreviveu.

O Cessna, prefixo PR-MFR 2010, da empresa Paramazônia,  havia sido alugado pelo Exército para levar os servidores do Ibama para uma operação de combate à mineração ilegal na Terra Indígena Yanomâmi, área de fronteira, em uma ação da Operação Curare VIII. É o segundo avião da empresa a cair em menos de duas semanas.

 

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