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Vista aérea da poluição da Lagoa de Jacarepaguá, onde será realizada a queima de fogos do Rock in Rio. Foto: Diego Baravelli/wikimedia.

Vista aérea da poluição da Lagoa de Jacarepaguá, onde será realizada a queima de fogos do Rock in Rio. Foto: Diego Baravelli/wikimedia.

 

Há menos de um mês para o início do festival de música Rock in Rio, a realização de uma grande queima de fogos na lagoa de Jacarepaguá, um ambiente lagunar já muito degradado, gerou críticas nesta quinta-feira (17) de um dos biólogos mais barulhentos na defesa da baía de Guanabara, Mario Moscatelli.

Em sua página do facebook, o biólogo afirmou que a queima de mais de 4 toneladas de fogos na lagoa de Jacarepaguá, fato, segundo ele, jamais ocorrido, trará prejuízo para a fauna que ainda resiste no ambiente, apesar das constantes ameaças.

“Apesar do estado lastimável do sistema lagunar onde se inclui lagoa de Jacarepaguá, recebedora de enorme volume diário de lixo e esgoto, 365 dias por ano, esta lagoa ainda apresenta uma fauna que resiste à todo esse processo de degradação. Esta fauna é representada por capivaras, lontras, mãos peladas, gambás, jacarés, biguás, frangos d’água, socós, garças, maguaris, maria faceiras, colhereiros etc etc etc, sendo que todos esses animais, uns mais, outros menos, quando submetidos a fortes ruídos, apresentam intenso estresse que podem conduzi-los à óbito” afirma.

Procurada pelo ((o))eco, a assessoria de imprensa do Rock in Rio afirmou, em nota, que o processo de licenciamento dos fogos atende aos requisitos estabelecidos por cinco agências governamentais: Secretaria Municipal de Meio Ambiente (SMAC), Instituto Estadual do Ambiente (INEA), DEFAE (Policia Civil), Corpo de Bombeiros (DDGP) e Capitania dos Portos. E que todos os trâmites estão sendo seguidos para obtenção de todas as licenças nestes órgãos e que esses institutos realizam vistoria no local de realização do espetáculo.

Em relação aos danos que os ruídos dos fogos poderão acarretar à fauna, a empresa declara: “Cabe ainda ressaltar que os fogos que serão utilizados no festival possuem ruídos mínimos e que os resíduos sólidos (papel) são produtos orgânicos que se encontram em concentrações pequenas não prejudiciais ao ambiente e, principalmente não afetam a qualidade da água e nem causam prejuízo à fauna”.

A nota termina com a afirmação de que todos os dias, técnicos da empresa irão fazer a limpeza de resíduos sobre a Balsa, em torno da lagoa (raio de 300m) e na Cidade do Rock.

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