MPF denuncia grupo que matou mais de mil onças-pintadas no Acre
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MPF denuncia grupo que matou mais de mil onças-pintadas no Acre

Sabrina Rodrigues
segunda-feira, 1 julho 2019 18:51
Temístocles Barbosa Freire carrega uma onça após uma caçada. Fato ocorreu em outubro de 2016. Imagem: Reprodução/Denúncia.

O Ministério Público Federal (MPF) denunciou à Justiça Federal um grupo de caçadores ilegais que atuava no interior do Acre, na região da  Fazenda Cacau, zona rural do município Porto Acre. Os denunciados agiam na região há anos, promovendo o abate de onças-pintadas (Panthera onca), capivaras (Hydrochoerus hydrochaeris), catetos ou porcos-do-mato (Pecari tajacu), veados-mateiros (Mazama americana). A Justiça Federal já aceitou a denúncia e foram abertas duas ações penais, uma pela caça ilegal e outra por uso de arma de fogo sem permissão

Fazem parte do grupo o Temístocles Barbosa Freire (dentista), Dória de Lucena Júnior (médico), Sinézio Adriano de Oliveira (servidor do Poder Judiciário), Gilvan Souza Nunes (agricultor), Gisleno José Oliveira de Araújo Sá (agente penitenciário), Manoel Alves de Oliveira (eletricista), Sebastião Júnior de Oliveira Costa, Reginaldo Ribeiro da Silva e Gersildo dos Santos Araújo, os três últimos sem a profissão divulgada.

A investigação se baseou em escutas telefônicas, monitoramento dos celulares dos envolvidos e recolhimento de fotos e vídeos onde os acusados registravam as caças e os animais sendo mortos.

A denúncia destaca Temístocles Barbosa Freire como o membro mais antigo e mais ativo do grupo. O dentista praticava caça ilegal desde 1987. Segundo investigações da Polícia Federal, Temístocles teria matado mais de mil onças-pintadas ao longo de mais de 30 anos.

Em apenas três meses de monitoramento, foram registrados 11 episódios de caças. Durante esse período, oito onças-pintadas, 13 capivaras, 10 catetos e dois veados mateiros mortos pelo grupo.

O modus operandi adotado pelo bando, segundo a denúncia, consistia na utilização do toque de uma cuíca para atrair a onça-pintada. O grupo criminoso também fazia uso de cães para acuar animais e de carniças, também com o intuito de atrair as onças.

Os réus podem receber penas de prisão e multa, que podem variar de acordo com a participação de cada um nos crimes cometidos.

A onça-pintada é o maior felino das Américas e está ameaçada. No Brasil, a espécie é classificada como vulnerável

 

Saiba Mais

Denúncia 1

Denúncia 2

 

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19 comentários em “MPF denuncia grupo que matou mais de mil onças-pintadas no Acre”

  1. fui abrir o documento da denuncia, por titulo de curiosidade, e a primeira foto do animal identificado como "onça-pintada" na verdade é uma jaguatirica.

  2. Não estou defendendo ninguém não mais que tal estudarem um sistema para ressarcir os pecuaristas e lavoristas de prejuizos causados por animais silvestres. garanto que a caça ilegal cai 90%…… ficar no prejuizo é que não da né;;;; todo animal que causa prejuizo esta condenado a morte

  3. Bando de bagaçada. Matar por prazer. você entra com o seu rostro e eu entro com CHUMBO quente.

    Pega esta "txurma" joga lá no meio de um grande parque na Africa, somente com roupa no corpo. Vamos ver a igualdade, depois de dias.

  4. Do jeito que surgiu um novo povo brasileiro, saído das trevas, as leis serão extintas, os animais serão extintos, a ignorância prevalecerá. Lamentável.

  5. A legislação para crimes ambientais deveria ser mais severa mas a maioria dos nossos deputados e senadores (e os partidos corruptos) só se preocupam em aliviar as penas e dificultar o combate a diversos tipos de crimes. Será que estão legislando em causa própria? Eu não vejo futuro no Brasil.

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