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Morre Nola, um dos últimos quatro rinocerontes-branco do norte


segunda-feira, 23 novembro 2015 21:17
Nola, em foto tirada em abril de 2015. Foto: Jeffrey Keeton/Flickr.
Nola, em foto tirada em abril de 2015. Foto: Jeffrey Keeton/Flickr.

No começo do ano, dava para contar nos dedos de uma das mãos os rinocerontes brancos do norte que restavam no mundo. Todos os cinco ainda vivos graças ao cativeiro. Em julho, morreu a fêmea Nabiré, que morava no zoológico de Dvůr Králové , na República Tcheca. Neste domingo, dia 22, a fêmea Nola foi sacrificada pelos veterinários do zoológico onde vivia, em San Diego, EUA, após o animal não se recuperar de uma cirurgia no quadril. Ela tinha 41 anos.

Em comunicado, o zoológico de San Diego divulgou que “Nas últimas 24 horas, a condição de Nola se deteriorou  e a equipe que cuida dos animais no Parque Safari intensificou os esforços para tratá-la. No início desta manhã, a equipe tomou a difícil decisão de sacrificá-la”.

Agora, só restam três espécimes, todos vivendo na reserva de Ol Pejeta, no Quênia. Sudão, o único macho da espécime, e mais duas fêmeas, são vigiados por guardas armados 24 horas por dia. A segurança tem razão de ser: os rinocerontes brancos do norte foram dizimados por causa do alto valor do seu chifre no mercado asiático, devido à crença de que são milagrosos e curam todo tipo de doença. A China e o Vietnã são os maiores compradores e o quilo do produto pode chegar a valer 60 mil dólares.

Extinção

A idade avançada dificulta a tentativa de reprodução artificial da espécie e a morte de mais um membro empurra o grupo para a extinção iminente. Na tentativa de impedi-la, o zoológico de San Diego adquiriu seis espécies do rinocerontes-brancos do sul, com o objetivo de serem usados como cobaias para inseminação artificial com embriões do rinocerontes brancos do norte. Mas para isso, será preciso avaliar a compatibilidade genética entre as duas espécies.

 

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