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Ativista do Greenpeace é condenado por danificar patrimônio cultural no Peru

Sabrina Rodrigues
segunda-feira, 22 maio 2017 17:55
“É hora de mudar. O Futuro é renovável” escrito em letras amarelas nas linhas de Nazca pelos ativistas do Greenpeace. Foto: Thomas Reinecke/Greenpeace.
“É hora de mudar. O Futuro é renovável” escrito em letras amarelas nas linhas de Nazca pelos ativistas do Greenpeace. Foto: Thomas Reinecke/Greenpeace.

Na quinta-feira (18), o Tribunal da cidade de Nazca, a 450km de Lima, no Peru, condenou o arqueólogo austríaco Wolfgang Sadik a 2 anos e 4 meses de prisão, com direito à liberdade condicional e multa de quase US$ 200 mil dólares por danificar os milenares geoglifos (figuras feitas no chão) de Nazca, de mais de 2 mil anos considerados patrimônio cultural pela UNESCO.

O fato ocorreu em 2014, época em que ocorria a Conferência das Partes da ONU sobre o Clima (COP20). O austríaco liderou um grupo de doze ativistas que invadiram a área sem autorização e escreveram uma imensa mensagem de letras amarelas, em que dizia “Time for change! The future is renewable. Greenpeace” (“É hora de mudar. O futuro é renovável“). O recado era direcionado aos representantes dos países que estavam reunidos na COP20.

Wolfgang Sadik assumiu a responsabilidade por ter danificado a figura do Beija-flor, parte das linhas de Nazca. A atitude provocou danos aos desenhos milenares criados pela civilização de Nazca, entre 400 e 650 a.C. O governo peruano denunciou o Greenpeace ao Ministério Público. Na época, o Greenpeace emitiu uma nota lamentando o ocorrido e pedindo desculpas à população do Peru.

De acordo com o jornal La República, os outros membros que participaram da ação não se apresentaram à Justiça. São eles, os argentinos Rodrigo Miguel Abd e Mauro Fernández, o colombiano Herbert Villarraga Augusto Salgado e Iris Wiedmann. Eles terão que se apresentar para ouvir suas sentenças durante a próxima audiência que será realizada na primeira semana de julho.

 

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