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PF investiga participação de indígenas em garimpos ilegais

Daniele Bragança
sexta-feira, 27 janeiro 2012 20:30
Região de São Gabriel da Cachoeira, local dos garimpos ilegais investigados pela operação Parvo, da Polícia Federal. Foto: Daniele Gidsicki
Região de São Gabriel da Cachoeira, local dos garimpos ilegais investigados pela operação Parvo, da Polícia Federal. Foto: Daniele Gidsicki
A Polícia Federal esteve ontem, quinta-feira (26), em duas cidades do estado do Amazonas – Manaus e São Gabriel da Cachoeira – para reprimir a extração e aquisição de ouro advindo de garimpos ilegais. A operação Parvo foi desencadeada pela Delegacia de Repressão a Crimes Contra o Meio Ambiente e Patrimônio Histórico (DELEMAPH), da Polícia Federal, que também investiga a participação de indígenas nas atividades de garimpo ilegal. Segundo o delegado Daniel Ottoni, que comandou a ação, foram levantadas várias denúncias de envolvimento de indígenas nas atividades de exploração do metal, tanto como exploradores dos garimpos quanto como mão-de-obra utilizada nos garimpos. “Esta ação está sendo planejada desde 2009 e, de lá pra cá, seguimos o caminho percorrido pelo ouro: como era transportado, para quem era repassado e como era comercializado”, informou Ottoni.

O ouro ilegal era extraído na região de São Gabriel da Cachoeira e levado à cidade de Manaus, onde funcionava uma rede ilegal de comércio, formada por garimpeiros, receptadores e compradores. Essa rede agia em outros estados, como Minas Gerais, Pernambuco, Goiás e São Paulo. Foram cumpridos mandatos de busca e apreensão, interrupção de atividade econômica, sequestros de bens e de contas bancária. Porém, ninguém foi preso.

“Os 11 investigados no processo estão impedidos de comercializar qualquer tipo de ouro, estão com seus bens sequestrados pela PF e suas contas bancárias congeladas”, disse Ottoni.

Ainda segundo a Polícia Federal, a exploração ilegal gerava um faturamento em torno de 2 milhões a 3 milhões de reais por mês. Os envolvidos irão responder na Justiça por usurpação de bem da União, formação de quadrilha e lavagem de dinheiro. A atividade extrativista do ouro é uma das mais poluentes do mundo e precisa da autorização dos órgãos ambientais para funcionar. A Polícia Federal não informou se havia cuidados ambientais mínimos nesses garimpos.

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