Saneamento básico e a qualidade da água que a gente bebe
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Saneamento básico e a qualidade da água que a gente bebe

Por Daniel Santini e Gustavo Faleiros
quarta-feira, 7 maio 2014 23:04

Sujeira brilha quando o sol se põe no Rio Pinheiros, em São Paulo. Foto: Daniel Santini
Sujeira brilha quando o sol se põe no Rio Pinheiros, em São Paulo. Foto: Daniel Santini

Nessa semana, ((o)) eco apresentou o projeto para criação da Rede InfoAmazônia, um conjunto de sensores para captar e transmitir informações sobre a qualidade da água consumida nas principais cidades da Amazônia brasileira. O projeto foi um dos escolhidos para ser apoiado no Desafio de Impacto Social Google Brasil.*

O sistema proposto é importante porque ajudará a criar uma rede de monitoramento independente da qualidade de água em algumas das cidades que mais carecem de saneamento básico entre as capitais brasileiras. Segundo dados do último Censo, feito em 2010, Manaus é, entre todas, a que mais tem domicílios sem água encanada.

O Norte é a segunda região do país com mais municípios sem água tratada, ficando atrás do Nordeste. O projeto pode ser o primeiro passo para ações mais amplas de criação de sistemas de monitoramento independentes em outras regiões, e criação de redes específicas em áreas que o acesso à água tem sido um problema.

A partir dessa base e da ideia de se usar a ciência como ferramenta para fortalecer a cidadania, é possível construir sistemas independentes não só da água, mas também de outros indicadores importantes que ajudam a medir a qualidade de vida nas cidades, como qualidade do ar e poluição sonora. Sobre a água em si, cabe destacar que o acesso a saneamento ambiental está relacionado não só com a preservação do meio ambiente, mas também com questões de saúde pública.

Nos infográficos abaixo, é possível observar a curva descendente do número de doenças relacionadas ao saneamento inadequado nas últimas décadas, quando aconteceram avanços significativos, e a proporção de óbitos de crianças com menos de cinco anos por diarreia, com as capitais do Nordeste e Norte, as que mais carecem de saneamento, entre as com situação mais grave. As capitais da Amazônia estão em destaque.



 

* Texto atualizado na tarde desta quinta-feira, dia 8, após o anúncio dos vencedores do concurso.

 

 

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