Na neve do Cotopaxi, o vulcão ativo mais alto do mundo

Felipe Lobo Barroca
terça-feira, 9 agosto 2011 21:31

Felipe Lobo Barroca

No topo do mundo, a cratera do vulcão mais ativo do mundo. crédito: Magnus von Koeller
No topo do mundo, a cratera do vulcão mais ativo do mundo. crédito: Magnus von Koeller
O domingo começou animado, logo cedo, no hotel em Quito, capital do Equador. Após uma semana na região, participando do primeiro curso Panamazônico para jornalistas, promovido pelo ((o))eco e parceiros , decidimos aproveitar o último dia para conhecer o vulcão ativo mais alto do mundo, o Cotopaxi, com seus 5.897 metros. Visível da cidade, ele fica a menos de 100 km ao sul, e o meio mais turístico de conhecê-lo é tomar o trem que sai às 8hs da manhã e sobe as montanhas até chegar próximo do Parque Nacional homônimo, onde se encontra a imponente montanha e sua cratera. A dica é comprar o bilhete com ao menos um dia de antecedência.

Acompanhado da editora de O Eco Amazônia, Karina Miotto, da repórter colombiana Maria Clara Valencia e da coordenadora de Comunicação do ICV (Instituto Centro de Vida), Daniela Torezzan, cheguei à estação do trem, ainda dentro de Quito, por volta de 7h30. Tarde demais. Com os ingressos esgotados, aceitamos a oferta do taxista de nos levar para o passeio ao custo de 100 dólares americanos (que é moeda corrente no Equador). Valeu cada centavo. A estrada que liga até a unidade de conservação é rica em nevados e paisagens espetaculares, mas nada se compara ao Cotopaxi.

 

O repórter Felipe Lobo, vendo neve pela primeira vez, e logo no vulcão ativo mais alto do mundo.
O repórter Felipe Lobo, vendo neve pela primeira vez, e logo no vulcão ativo mais alto do mundo.
Não é permitida a entrada de táxis sem guia dentro do Parque. Por isso, contratamos o nosso próprio guia, que já estava à espreita na porta de acesso, por 40 dólares e seguimos em seu carro até o início da neve do Cotopaxi. Levamos conosco Jaime, o simpático taxista que nos acompanhou por toda a jornada. No trajeto que dura cerca de 35 minutos, já dentro do parque, as imagens inundam os olhos: o entorno imediato, assim como boas porções do território protegido, é coberto por monoculturas de pinus, enquanto as planícies ainda mantém as rochas bem cinzas da última erupção, ocorrida em 1904. Embora proclamado como o mais alto vulcão ativo do mundo, há controvérsia a respeito. O concorrente é o Llullaillaco, na fronteira da Argentina com o Chile. Ele é mais alto e consta que teve sua última erupção em 1877.

Mas é no momento em que se coloca a mão na neve do Cotopaxi, a 4500 metros de altura, que o ar desaparece, literalmente. Nota-se logo o ar rarefeito, assim como o frio congelante, que aperta quando a chuva de granizo começa. Mesmo assim, sentir a emoção de tocar um dos vulcões mais lindos e falados do mundo, com o cume a uma distância que parece possível tocá-lo, vale qualquer sacrifício.

 

Dentro do Parque Nacional é possível fazer caminhadas, mountain bike e admirar outras belas paisagens, como a Laguna Limpiopungo. Para conhecer um pouco mais sobre a história do lugar, há um museu na subida, antes de chegar à área nevada. O Cotopaxi abriga um número total desconhecido de espécies de fauna e flora, dentre elas várias ameaçadas de extinção. Seus mistérios são objeto de estudo das universidades e do governo federal do Equador. É um passeio obrigatório para quem visita o país.

Serviço:
Trem = 10 dólares (mas chega apenas a uma cidade próxima ao Parque Nacional. Para chegar até ele, é preciso pegar um táxi)
Táxi (ida e volta a partir de Quito) = 100 dólares
Entrada no Parque Nacional = 2 dólares
Guia = 40 dólares
Tempo de Duração = Dia inteiro

Saiba Mais
Equador (Wikipedia)
Cotopaxi (em inglês)
Lan

{iarelatednews articleid=”1686″}

Deixe um comentário

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.