Queimadas nas UCs diminuem 44% em 2008.

Monitor
terça-feira, 30 dezembro 2008 20:47

O ano está terminando e o Monitor O Eco faz aqui um balanço das queimadas nas unidades de conservação (UCs) do país. De acordo com informações levantadas no Banco de Dados sobre Queimadas do Ibama e do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais), o número de focos de incêndio captados por diferentes satélites (NOAA, Terra, Aqua, GOES e Metereosat) dentro das áreas protegidas caiu 44% em relação a 2007.A situação, no entanto, merece ainda ser melhor analisada pelos especialistas do INPE e Ibama, pois diversos fatores, que podem variar da quantidade de chuvas à mobilização de recursos financeiros, determinam a saúde dos parques e reservas frente ao fogo. O que é possível afirmar agora é que houve um aumento preocupante de quantidade de incêndios em UCs no Nordeste. Destaque para a Área de Proteção Ambiental da Chapada do Araripe, a campeã de queimadas de 2008. Ali é a caatinga que está sendo queimada vergonhosamente para alimentar o pólo gesseiro com carvão vegetal. Na Amazônia, como se vê na lista abaixo, os problemas continuam os mesmos. Florestas Nacionais do Bom Futuro e Jamanxin, em Rondônia e Pará, continuam dominadas por grileiros que trabalham dia e noite para madeireiros e pecuaristas ilegais. Veja a lista das UCs mais queimadas neste ano de 2008 (Fonte: BDQueimadas; INPE/Ibama)Explore mais pontos de incêndio no mapa do Monitor e saiba mais sobre queimadas nos parques nos últimos seis meses. Em 2009, O Eco voltará a acompanhar as queimadas nas unidades de conservação.

Incra paralisado em Mato Grosso

((o))eco
terça-feira, 30 dezembro 2008 12:05

O setor ruralista de Mato Grosso ganhou mais um motivo para começar 2009 com a chiadeira de sempre. O Incra resolveu nesta semana suspender todos os processos de obtenção de propriedades depois das denúncias de irregularidades que derrubaram até o superintendente do órgão no estado. Quer, antes, assegurar o georreferenciamento de todas as áreas públicas para tentar frear o hábito da ocupação ilegal de terras da União. A expectativa é a de que técnicos de Brasília acompanhem os processos de certificação de imóveis em Mato Grosso daqui para frente.

Que feio

((o))eco
terça-feira, 30 dezembro 2008 12:01

Na semana passada o Jornal Nacional exibiu uma reportagem sobre o protesto dos índios enawene nawe em outubro, quando atearam fogo e saquearam combustível do canteiro de obras da Pequena Central Hidrelétrica Telegráfica. O empreendimento está sendo erguido a poucos quilômetros da terra indígena, junto com pelo menos outros oito que vão transformar 110 km do caudaloso rio Juruena em uma seqüência de lagos com água parada. A reportagem usou imagens da manifestação de dois meses atrás como se o protesto fosse atual, não disse o nome da usina, não ilustrou a localização do empreendimento em relação às áreas protegidas, não contextualizou anos de brigas na justiça por suspeitas de erros grosseiros do licenciamento ambiental do estado, que concedeu licenças em tempo recorde no início do processo sem fazer estudos aprofundados sobre os impactos cumulativos do complexo hidrelétrico.

Uma história mais complexa

((o))eco
terça-feira, 30 dezembro 2008 11:56

Em suma, reduziu a questão ao não pagamento de compensação financeira milionária aos índios afetados e, é claro, omitiu o fato de que o empreendedor de cinco das usinas pertence ao grupo AMaggi, do governador Blairo Maggi. Para saber mais sobre o complexo hidrelétrico do Juruena, seus impactos e os protestos que já ocorreram, leia: “Assalto à central hidrelétrica”, “Dúvidas tardias sobre o Juruena”, “Parem as máquinas”.

Menina com mão de ferro na Amazônia

((o))eco
terça-feira, 30 dezembro 2008 10:00

Ana Rafaela D’Amico, chefe do Parque Nacional dos Campos Amazônicos, fala sobre como é administrar uma das unidades de conservação mais complicadas do país com apenas 27 anos.

Uma trapalhada humanitária

((o))eco
domingo, 28 dezembro 2008 10:00

Relatório chancelado pela ONU diz que agências de ajuda humanitária têm responsabilidade direta na degradação das florestas de Darfur, onde uma guerra civil já matou 200 mil pessoas.

Autonomia perigosa

((o))eco
terça-feira, 23 dezembro 2008 18:09

O governo do estado de São Paulo pode estar metendo os pés pelas mãos ao dar autonomia aos municípios para autorização de empreendimentos com pequeno impacto ambiental. Isso porque eles demonstram não saber – por ignorância ou conveniência -, o que significa “pequeno impacto”. Na última sexta-feira, o prefeito de Ribeirão Preto, Welson Gasparini (PSDB), assinou decreto aprovando a instalação de grandes fábricas no município, todas com lotes de no mínimo 5 mil metros quadrados e potencial poluidor, sem providenciar o licenciamento ambiental e sem autorização do Conselho Municipal do Meio Ambiente (Comdema). Após pressão do Ministério Público e Conselho municipal, Gasparini deve revogar o decreto.

Licitação ágil demais

((o))eco
terça-feira, 23 dezembro 2008 18:05

A desculpa dada pela prefeitura foi de que o licenciamento ambiental seria feito após a liberação da obra, de forma a “agilizar a licitação”. Gasparini deve ter esquecido a ordem correta das etapas que precisam ser cumpridas em uma licença de instalação. Da data do requerimento da licença prévia ambiental, até sua liberação, se passaram apenas 11 dias, tempo insuficiente para a realização de um licenciamento. Se mantido o decreto, o prefeito será punido por improbidade administrativa. Vários municípios de São Paulo já possuem autonomia para liberação de obras de baixo impacto.

Inscrições abertas para Concurso Avistar

((o))eco
terça-feira, 23 dezembro 2008 15:31

Estão abertas as inscrições para o 3 Concurso Avistar Itaú BBA de Fotografias “Aves Brasileiras”, que conta com o apoio de O Eco. Cada participante, profissional ou amador, pode enviar até seis imagens de aves em liberdade, clicadas no território nacional, até o próximo dia 2 de março. Neste ano, o concurso organizado pela Avistar Brasil apresenta uma nova categoria: espécies ameaçadas de extinção. Ao todo, os prêmios somam um total de 62 mil reais. As inscrições podem ser feitas no site do evento.