Pasto X lavoura

((o))eco
quarta-feira, 30 julho 2008 21:55

Ainda segundo o anuário, nos próximos anos, o setor terá de lidar com a redução de 17 milhões de hectares na área dedicada à criação de gado. O número, no entanto, não é positivo ao meio ambiente.  A perda será uma decorrência da substituição de pastagens por lavouras. Programas de reflorestamento não foram nem cogitados, é claro.

Que se cuidem

((o))eco
quarta-feira, 30 julho 2008 21:54

A consultoria ainda prevê que a pecuária brasileira migre para novas áreas nas regiões Norte e Nordeste e que, entre 2008 e 2017, ela sofra com a alta de custos, com as pressões ambientais e com o protecionismo externo. Nada que tenha preocupado realmente os pecuaristas, que, segundo a Agra FNP, irão se beneficiar com o ganho de produtividade, aumento da demanda por carne e abate antecipado de animais.

Para as crianças

((o))eco
quarta-feira, 30 julho 2008 21:53

Circula na internet um jogo de computador pra lá de ecologicamente correto. Chamado “Give trees a chance”, o jogo se passa na cidade de  “Marzipan”, que sofre com altos índices de poluição. Cabe ao internauta ajudar o personagem Chowder, uma espécie de gato vestido de feiticeiro, a limpar o ar da cidade plantando árvores. Para cada árvore plantada, uma nuvem de poluição desaparece. Desenvolvido pela Cartoon Network, “Give Trees a chance” é bem fácil e didático. Para jogar, clique aqui.

Biomas esquecidos

André Martius
quarta-feira, 30 julho 2008 19:59

De André Martius Sugiro ao nobre biólogo e doutor Fábio Olmos, com gosto pela relação entre ecologia, economia e antropologia, que leia o livro “A ecologia política das grandes ONGs transnacionais e conservacionistas”, elaborado do Professor Antônio Carlos Diegues (NUPAUB – USP), acerca do papel das populações tradicionais e indígenas na conservação da Amazônia (por exemplo) e o tratamento dado a êles por tais ONGs, numa visão do poder do dinheiro “protegendo” interêsses escusos. Sugiro também que a academia priorize a pesquisa sobre o quê as populações tradicionais e indígenas precisam e querem, no tocante à utlilização dos recursos naturais (que podem e devem ser corretamente manejados), pois os mesmos têm o direito manter seus modos de vida e culturas preservados, livres do preconceito europeu e americano, lembrando que em quase todas as UCs brasileiras existem populações, indígenas ou tradicionais e que são BRASILEIROS dignos de respeito.

Biomas esquecidos II

Vagner
quarta-feira, 30 julho 2008 19:58

De Vagner Olha, sinceramente, transito nessa área natureza e cultura há alguns anos. Nada mais controverso, complicado e, por isso mesmo, apaixonante do ponto de vista científico.Há um sério problema entre biólogos e antropólogos que não se resolve somente com críticas. Por isso, embora saiba da integridade e responsabilidade científica tanto de um como de outro, não acho que nem o Olmos nem o Diegues sejam as pessoas mais indicadas para isso. Não vejo um conhecimento integral em nenhum dos dois, infelizmente. Nem o “mito do paraíso desabitado” e nem o estricto sensu biológico podem resolver esse problema de terras indígenas, proteção integral e resex na Amazônia. Aliás, o dia em que realmente houver uma integração não apenas teórica do debate, mas de persistência no campo da pró-atividade, isso com certeza pode ter um outro desfecho. A solução disso, meus amigos, está na união dessas áreas às vezes tão díspares.

Parece mais fácil lidar com onça

Daniel Silveira
quarta-feira, 30 julho 2008 19:55

De Daniel SilveiraUm amante da natureza e seu admirador. Prezado Jornalista,Li, com o habitual interesse, sua interessante e colorida crônica sobre as desventuras do naturalista Peter Crawshaw, na busca de fazer valer os seus direitos em face dessas ‘feras’ chamadas seguradoras. Na área em que atuo, por inúmeras vezes defrontei-me com casos que me convenceram de que, salvo raríssimas exceções, só conhecemos verdadeiramente essas empresas quando delas precisamos.O Sr. Crawshaw, evidentemente, não está sozinho na sua luta: há centenas senão milhares de pessoas no país que brigam na justiça pois, após pagarem ciosamente, durante anos, pelo seguro, descobrem, desditosamente, ao necessitar da cobertura, que foram vítimas de um clamoroso engano, representado, no mais das vezes, por cláusulas ‘abertas’, em favor das seguradoras, a que injustamente se dá o nome de ‘leoninas’ (pobres felinos….).De todo modo, creio que seu artigo, relatando o problema, talvez auxilie o Sr. Crawshaw nessa justíssima briga.Registro meus parabéns ao seu lúcido jornalismo.PS: seu artigo foi publicado ao lado da sugestiva fotografia de macacos, que ‘invadem’  uma cidade, à cata de comida. Os indefesos símios assim agem, evidentemente, forçados pelo crescente desmatamento que lhes rouba impiedosamente o pouco que ainda lhes resta do seu habitat, dado por Deus. Isso vem a confirmar aquilo que penso acerca do ser humano, na sua insana e cega busca pelo ‘progresso’: é uma das piores espécies animais da terra, pois é a única delas capaz de destruir todas as outras. Se pudéssemos reunir todas as espécies, numa grande convenção e lhes déssemos a prerrogativa de votar para decidir qual delas deveria ser banida do planeta, pelo bem da vida, advinhe quem seria a escolhida??

Cantoria amazônica

((o))eco
quarta-feira, 30 julho 2008 19:08

Após 31 anos se embrenhando nas matas amazônicas, um grupo de pesquisadores do Instituto Nacional de Pesquisas da Amazônia (Inpa) digitalizou o canto de 340 espécies de pássaros da região. A idéia inicial era simplesmente prover material de estudo para alunos e especialistas do instituto. Mas o resultado acabou ganhando novos ares, e a cantoria foi parar numa coletânea de quatro Cds, que serão vendidos para financiar a continuidade das pesquisas. O objetivo, ousado, é de catalogar as vozes das cerca de 1,2 mil espécies que voam pela floresta tropical. No site do Estado de S. Paulo pode-se ouvir o assobio de algumas aves.

Vida na fazenda

((o))eco
quarta-feira, 30 julho 2008 19:06

Vamos lá, reality shows não prestam para nada. Mesmo assim, a cada dia pipocam novos pretendentes que anseiam por escancarar suas vidas na telinha. A próxima candidata é inglesa, atriz, modelo e produtora e chama-se Elizabeth Hurley, conhecida pela atuação nos filmes de Austin Power. E o que um site de meio ambiente tem a ver com isso? É que Liz, como é chamada pela imprensa, vai mostrar seu dia-a-dia na fazenda onde cultiva e consome alimentos orgânicos. Conforme pinçou a Grist, a celebridade vai aproveitar a deixa para lançar sua marca de produtos feitos de forma sustentável. Bom, pelo menos há um tema para que os espectadores possam acompanhar, e isso talvez acrescente algo para suas vidas. Ok, ok. Ou não.

Mudança de comportamento

((o))eco
quarta-feira, 30 julho 2008 19:01

Um estudo publicado nesta quarta-feira na revista Biology Letters mostrou que as aves vêm migrando cada vez mais para o norte da Europa nos últimos 25 anos, o que seria um prenúncio das mudanças na abrangência de plantas e animais por causa do aquecimento global. O estudo, realizado por pesquisadores da Universidade de Cambrigge e da Real Sociedade para a Proteção das Aves, foi feito com 42 espécies raras. Os resultados mostraram que exemplares de garça-brança-pequena, por exemplo, uma espécie do sul do continente, se tornaram mais comuns na Grã-Bretanha no período de 1980 a 2004. Já espécies normalmente encontradas no norte da Europa, como o mergulhão-de-pescoço-castanho se tornaram menos freqüentes na região. Como o grupo das aves é um dos que dá mais pistas de como as espécies reagirão às mudanças climáticas, o que os pesquisadores querem é usar os modelos comportamentais para outros grupos, como répteis e plantas. A notícia é da Reuters.