Carteira da preservação

Gustavo Faleiros
segunda-feira, 30 junho 2008 18:54

Criada em novembro de 2006 pelo Ibama, em parceria com o Ministério Público Federal e o Fundo Brasileiro para a Biodiversidade, a Carteira Fauna Brasil tem o objetivo de levantar recursos e investí-los em projetos de conservação de animais silvestres e recursos pesqueiros. Até agora, 2,7 milhões de reais oriundos de um Termo de Compromisso assinado entre o Ibama e empresas responsáveis por estudos sísmicos para a prospecção de petróleo já foram injetados em sete iniciativas de proteção à fauna marinha. Elas estão em diferentes locais da costa brasileira.

Primeira vez

Gustavo Faleiros
segunda-feira, 30 junho 2008 18:53

A boa notícia é que, pela primeira vez, a carteira gerida pelo Funbio vai receber recursos provenientes de uma sanção penal – caminho previsto ainda em 2006, assim como doações de pessoas física ou jurídica. Vencido pelo Procurador da República do Estado do Ceará, o processo obriga o réu (que não foi divulgado) a pagar uma quantia igual a 50 mil reais diretamente à bolsa através de um boleto bancário preenchido pela internet.

Caça aos bois

Maria Tereza Jorge Pádua
segunda-feira, 30 junho 2008 16:58

A Operação Boi Pirata carece de bom senso. Ao invés de gastar dinheiro com isso, por que não implementar e guarnecer de pessoal as unidades de conservação em todo o país?

Sujeira no canavial

Gustavo Faleiros
segunda-feira, 30 junho 2008 15:43

Para não dizer que não avisou – “Tremei, poluidores. Tremei!” – o ministro do Meio Ambiente, Carlos Minc, divulga amanhã mais uma ação contra empresas que cometeram crimes ambientais. Depois das siderúrgicas que compravam carvão do Pantanal, e dos pecuaristas com bois dentre das áreas protegidas, são as usinas de açúcar e alcool que entram na mira do Ibama. Nesta terça, o ministro dá detalhes sobre infrações cometidas por 24 sucroalcooleiras localizadas em Pernambuco.

O lirismo amazônico de Maria di Andrea Hagge

Adriano Gambarini
segunda-feira, 30 junho 2008 15:42

Num mundo digital regado a altas tecnologias e câmeras tão sofisticadas, é uma benção ver fotografias de purismo e delicadeza impecáveis como as de Maria di Andrea Hagge.

Salgada como açúcar

Gustavo Faleiros
segunda-feira, 30 junho 2008 15:33

As produtoras de açúcar e álcool vão tomar uma multa salgada. Cada uma terá que pagar 5 milhões de reais e os responsáveis responderão a Ação Civil. As multas devem-se ao desrespeito dos plantios de cana às áreas de preservação permanente (APPs).

Califórnia em chamas

((o))eco
segunda-feira, 30 junho 2008 15:26

As últimas semanas não estão sendo fáceis para os bombeiros da Califórnia. O estado norte-americano tem enfrentado uma onda de incêndios que já devastou milhares de hectares de vegetação, além de deixar um enorme rastro de fumaça pelos ares. Com imagens de satélite, a NASA identificou pelo menos 34 focos de labaredas em florestas da região. Mas devido à fumaceira formada com as queimadas, que impedem um olhar mais apurado, o órgão acredita que o número esteja subestimado. O fogo começou a se alastrar pelo estado logo no início do verão, facilitado pela combinação da seca e de raios que caíram nas matas, conforme mostra um vídeo da Reuters.

Desmatamento espalhado

((o))eco
segunda-feira, 30 junho 2008 15:25

Não é só no Brasil que a Amazônia padece. Conforme noticiou o jornal Valor Econômico, um relatório da Organização do Tratado de Cooperação Amazônica (OTCA) mostra que nos outros sete países que abrigam o bioma, o desmatamento segue num ritmo considerável. Bolívia, Equador e Peru formam, respectivamente, a fila dos maiores devastadores da floresta tropical, ficando atrás somente do Brasil. Entre 2000 e 2005, o país de Evo Morales botou no chão cerca de dois mil quilômetros quadrados de árvores amazônicas, 62% a mais que na década de 80. No Equador, o aumento foi de 82%, ainda que a área destruída tenha ficado em 388 km². Por aqui, a motosserra funciona em velocidade muito maior: no mesmo período foram mais de 22 mil km² derrubados. Segundo o relatório, as causas do desmatamento se repetem aqui e acolá: agricultura, pastagem e obras de expansão em infra-estrutura têm dado um chega pra lá nas florestas.

Desperdício

((o))eco
segunda-feira, 30 junho 2008 15:25

Criado no início dos anos 90, quando a conferência Eco-92 passou por aqui, o Programa Piloto para Conservação de Florestas Tropicais do Brasil (PPG7) deixou a desejar. Com o objetivo de arrecadar recursos nacionais e internacionais para serem aplicados em programas de conservação, o PPG7 acumulou US$ 402 milhões nesse trajeto. Mas por falta de projetos ou pelo atraso na execução deles, o governo brasileiro deixou de usar 30% deste valor. Conforme noticiou o jornal Folha de S. Paulo, US$ 125 milhões que vieram de mãos estrangeiras não têm para onde ir ou foram devolvidos aos doadores por o prazo de aplicação ter estourado. O governo alega que parte da bolada foi, sim, encaminhada a projetos e outra parcela sequer teria chegado aos cofres do país. Além disso, informa que estão sendo feitas negociações para que as doações estrangeiras sejam redirecionadas ao polêmico Programa Amazônia Sustentável (PAS).