Inteligência

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:04

A constatação é de Tasso Azevedo, presidente do Serviço Florestal Brasileiro. Ele comparou as reportagens sobre desmatamento na Amazônia feitas há 4 anos, depois do anúncio dos índices encontrados pelo Prodes em 2003-2004, com as escritas agora, na esteira do anúncio de que o corte de árvores voltou a subir na região. O debate ficou bem mais sofisticado. Naquela época, olhava-se apenas para o que tinha acontecido e culpava-se os madeireiros. Hoje, discute-se o que vai se fazer para frente e o país descobriu que a extração de madeira é apenas uma parte do processo de extinção da floresta.

Será?

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:03

O festival de bobagens que saiu da boca de Lula na quarta-feira ofuscou a única coisa sensata que ele disse: o governo tem que desapropriar terras de fazendeiros que cometeram crimes ambientais. Para uma coisa dessas acontecer logo, o Brasil só depende dos ministros do Supremo Tribunal Federal, que estão para decidir causa em que o governo federal pede a desapropriação de 14 fazendas no Mato Grosso do Sul, todas palco de atentados contra o meio ambiente.

Ironia

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:03

Afinal de contas, para fazer o que os europeus pedem, melhorar a capacidade de rastrear a carne que compram, o Ministério da Agricultura terá que cadastrar propriedades que exportam o gado e monitorá-las por satélite. E o satélite que monitora a origem do animal também pode monitorar o cumprimento das leis ambientais. O pepino, que antes era de Marina, agora é de Reinhold Stephanes. E ele não pode reclamar de pressão ambiental.

Suicídio

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:02

Não custa lembrar que, de certo modo, a direção do Inpe andou metralhando sua credibilidade ao longo do governo Lula. Primeiro, resistiu em abrir os dados do Prodes para a auditagem de terceiros, como queria, e acabou conseguindo, o Ministério do Meio Ambiente. Resistiu também à idéia de projetar tendências no desmatamento a partir das imagens geradas pelo Deter, coisa que acabou fazendo depois que o Imazon lançou o seu Sistema de Alerta de Desmatamento (SAD). Finalmente, a diretoria do Instituto chutou para o alto seu caráter técnico, meteu-se na política e foi defender a estratégia do MMA para conter o desmatamento. Agora, virou refém da politicagem.

Fim de papo

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:02

A discussão em torno dos números do Inpe tem mesmo viés bem mais político do que técnico. Para Mato Grosso, por exemplo, os números levantados pelo SAD para área desmatada entre setembro e dezembro, 1720 km2, é muito próximo dos 1780 km2 encontrados pelo Inpe. Saber se um determinado corte foi feito em setembro, ou dezembro, é irrelevante. Não muda o fato de que área de floresta caiu nos últimos 4 meses.

Mal me quer

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:02

Mesmo dentro do governo, tem gente que não engole as críticas de Lula aos números do desmatamento recém-revelados pelo Inpe. Lembram que quando os índices são favoráveis, o Planalto faz festa. Quando não são, faz beiço. Acham que as críticas presidenciais só servem para abalar a credibilidade do Inpe.

Retração

((o))eco
quinta-feira, 31 janeiro 2008 19:01

A moratória da soja, um acordo com as grandes esmagadoras se comprometendo a não comprar mais soja plantada em área desmatada a partir do ano passado, funcionou em Santarém, no Pará, onde o plantio do grão estava em expansão até 2006. O Greenpeace fez um exame da área e além de não detectar nenhum novo desmatamento, constatou que a área plantada caiu em 40% em relação a 2005.