O Fim do Desenvolvimento Sustentável

Sérgio Abranches
sábado, 31 março 2007 13:54

O desenvolvimento sustentável foi uma idéia de antes da crise climática global. Foi bom enquanto durou. O paradigma mudou: o tema não é a sustentabilidade, é o desenvolvimento.

Desmatamento zero – com Carlos Cerri

João Teixeira da Costa e Manoel Francisco Brito
sexta-feira, 30 março 2007 20:01

O professor Carlos Cerri estuda o impacto da agropecuária no aquecimento global e diz que no Brasil ela ainda tem um mundo de espaço para crescer. E isso sem cortar nem mais uma árvore.

País do crioulo doido

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 18:00

O setor madeireiro do Oeste do Pará resolveu propor um escambo ao governo. Em troca de seus planos de manejo para explorar madeira na região, propõem estornar 1 milhão de hectares de terras ao Incra. Aparentemente, teve burocrata em Brasília e em Belém do Pará que toparam conversar sobre a idéia. Não atentaram para o fato que os terrenos em questão não pertencem aos madeireiros – caem numa zona cinza do direito de propriedade que vai da grilagem à posse – e que seus planos de manejo não foram aprovados até agora por motivo que não tem nada a ver com questões imobiliárias. Seu problema é a falta de qualidade técnica e legal.

Inovação

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 17:31

Sir David King, conselheiro científico do governo britânico, esteve em São Paulo nesta sexta-feira para anunciar o “Ano Brasileiro-Britânico da Ciência & Inovação”, lançado oficialmente na véspera, em Brasília. A capital paulista entrou no roteiro por ser o maior centro de pesquisa científica no país, e por ser a sede da Fapesp, parceira na iniciativa. A platéia do evento tinha também perguntas para o Ministério de Ciência e Tecnologia sobre o lado brasileiro do acordo. Ficaram sem resposta.

Sir David não morde a língua

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 17:29

King acredita que já se passou o tempo onde a produção de riqueza era a maior preocupação da política de ciência, tecnologia e inovação. Disse em alto e bom som que os maiores desafios do século XXI são o crescimento populacional, o uso de recursos escassos, meio ambiente, doenças infecciosas e mudança climática. E que os britânicos devem mostrar liderança pelo exemplo, reduzindo dramaticamente suas emissões de gases do efeito estufa.

Oportunidades

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 17:27

Acontecerão vários eventos ao longo do ano para aproximar cientistas brasileiros e britânicos. Meio ambiente e mudança climática estão entre as prioridades enunciadas por Sir David e pelos outros membros da sua comitiva. Para eles, biocombustíveis e pesquisa agropecuária, áreas onde o Brasil é líder mundial, apresentam excelentes oportunidades de intercâmbio.

Ao alcance da mão

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 17:26

Perguntado onde estariam as melhores oportunidades para reduzir emissões de maneira imediata e relativamente barata, Sir David citou o desmatamento, o desperdício de energia no transporte individual, o desenho de habitações mais eficientes e o uso de combustíveis renováveis como o etanol. Ele não pode garantir que haverá dinheiro para pesquisa nessas áreas, pois não tem controle sobre o processo de seleção de projetos do Research Council que é nominalmente subordinado a ele. Mas indicou que esses temas são prioritários.

Retomada

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 17:23

O tesouro estadual do Rio de Janeiro liberou nesta sexta-feira 58 milhões de reais para a Nova Ceade concluir a ampliação da Estação de Tratamento de Esgoto de Alegria, uma obra gigantesca prevista no Programa de Despoluição da Baía de Guanabara (PDBG), parada há anos. De acordo com o presidente da empresa, Wagner Victer, a estação ficará finalmente pronta em maio de 2008.

Algas em excesso

((o))eco
sexta-feira, 30 março 2007 17:22

Não há soluções em curto prazo para os problemas ambientais das lagoas da Barra da Tijuca, no Rio. Essa é a afirmação do professor Paulo César Rosman, pesquisador do Programa de Engenharia Costeira e Oceânica da COPPE/ UFRJ. Segundo ele, o alto índice de chuvas registrados nos meses de janeiro e fevereiro contribuiu para a presença de algas em número cinco vezes maior do que o admitido.