Prozac na água

Manoel Francisco Brito
terça-feira, 31 agosto 2004 20:32

Os peixes de vários rios do Texas estão contaminados por quantidades expressivas de antidepressivos e anticoncepcionais despejados pelos municípios da região. Bryan Brooks, pesquisador de uma universidade local documentou o fenômeno, devidamente registrado em reportagem do The Washington Post (gratuito, pede cadastro). Segundo Brooks, níveis altos de estrogênio podem feminizar os peixes machos e a quantidade de antidepressivos encontrada provoca alterações de comportamento. Um dos rios pesquisados, o Brazos, despeja 12 milhões de galões de água diariamente no Golfo do México. Leitura de 1 minuto de leitura. (com Eduardo Pegurier)

A praga das piscinas

Manoel Francisco Brito
terça-feira, 31 agosto 2004 20:29

Pelas leis da natureza, não havia meios de de um virus originado na África, às margens do rio Nilo, se espalhar pelo sudoeste americano, onde quase nunca chove. Seu vetor de transmissão é o mosquito, que precisa de água para sobreviver. Por isso as autoridades dos estados desta região não se preocuparam muito quando a doença apareceu nos Estados Unidos. Esqueceram apenas que eles tem uma das maiores incidências de piscinas do país. Só no Arizona, são 400 mil. Resultado, o vírus do Nilo, que provoca febres e diarréia, espalhou-se com ferocidade jamais vista pela região. Infectou quase mil pessoas, diz o The New York Times (gratuito, pede cadastro). Vinte duas delas morreram. Lê-se em 3 minutos.

Pelo menos em Quaraí a lei pegou

Rafael Corrêa
domingo, 29 agosto 2004 22:38

Não adiantou os vereadores de Quaraí permitirem as brigas de galos, porque as leis federais proibem a crueldade contra os animais. Mas o marqueteiro de Lula não pensa assim.

Justiça contra o descaso

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:42

Um tribunal colombiano tomou decisão que o El Tiempo (gratuito) de Bogotá classifica como histórica. Culpou 14 empresas, uma dezena de prefeituras e vários ministérios pela degradação ambiental que transformou o rio Bogotá, que corta a província onde se localiza a capital do país, num depósito de lixo e numa incubadora de doenças. Além disso, determinou que todos ponham a mão no bolso para limpá-lo. Ordenou que os trabalhos sejam supervisionados diretamente pelo gabinete da Presidência da República. Lê-se em 3 minutos.

Contaminados

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:41

Relatório produzido por médicos e cientistas da Unicamp, registrado por O Globo (gratuito, pede cadastro), diz que é altíssimo o índice de contaminação de trabalhadores em lavoura por exposição a agrotóxicos. Estimam que chegue a 1, 5 milhão o número de pessoas com problemas de saúde provocados por esse tipo de produto, em geral manuseados sem qualquer tipo de proteção, como luvas ou máscaras. O Ministério do Trabalho disse que não acha o número surpreendente, mas não disse o que pretende fazer para reduzir as estatísticas e acompanhar quem já está infectado. O jornal espalhou o assunto por 3 páginas. Para ler tudo, gasta-se ao menos 20 minutos.

Péssimo ambiente

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:39

Como boa parte da luta em favor do meio ambiente depende de organizações não-governamentais, qualquer defensor da natureza de respeito deveria pelo menos passar os olhos em caderno especial que O Estado de S. Paulo (só para assinantes) publicou neste domingo. Ele é inteiramente dedicado às Ongs e mostra que seu ecossistema é para lá de poluído. Mais da metade delas vive de dinheiro público conseguido no Executivo sem qualquer licitação. Suas contas são suspeitas e muitas são utilizadas para terceirizar serviços que, pela lei, deveriam permanecer na esfera de responsabilidade do governo. É leitura pesada. Para ser visto com atenção, demanda pelo menos uma hora.

Praga ambiental

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:37

Outro jornal, o Zero Hora de Porto Alegre (gratuito, pede cadastro), também publica um caderno. Só que para contar a história da expansão da soja, através dos gaúchos, pelos campos do Brasil. Até 1973, o grão era produzido no sul em pequeníssima escala e usado apenas para alimentar animais. Hoje, virou produto importante na nosa pauta de exportações e uma das principais razões pelas quais o país virou um dos campeões mundiais de desmatamento. Na Internet, o texto publicado é curtinho.

Os sem saúde

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:36

A Folha de S. Paulo (só para assinantes) traz na sua manchete de domingo reportagem sobre o drama da saúde pública na capital paulista. Um milhão de pessoas, segundo levantamento da própria prefeitura paulistana, não têm acesso adequado a médicos e hospitais. Lê-se em pouco menos de 10 minutos.

Escassez

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:35

Para nós brasileiros, que no último ano nos acostumamos a ver estatísticas ufanistas sobre a produção da nossa agro-indústria, a notícia é no mínimo surpreendente. Relatório da Organização de Alimento e Agricultura (FAO), braço da ONU que acompanha a produção de comida no mundo, mostra que pelo 5º ano consecutivo o mundo vai produzir menos comida do que precisa para alimentar todos os seus habitantes. A culpa, diz o The Independent da Inglaterra (área gratuita), tem a ver com um crescimento populacional fora de controle, a exaustão de solos principalmente em países em desenvolvimento, e o crescimento da riqueza em nações da América do Norte e da Europa. Suas populações tendem a consumir mais carne e isso demanda mais grãos para alimentar número crescente de animais. O país onde todas estas razões para a falta de alimentos se encontram é a China. Para tentar descobrir o que pode ser feito para pelo menos lidar com um desses problemas, o excessivo número de pessoas na superfície do planeta, as Nações Unidas estão promovendo uma conferência esta semana em Londres. A taxa de fertilidade das mulheres em todo o mundo é cadente. Mas não ainda o suficiente. O texto é curto. Demanda, para ser lido, 2 minutos.

Outra sobre alimentos

Manoel Francisco Brito
domingo, 29 agosto 2004 21:33

A dieta virou uma obssessão americana. Dela hoje faz parte inclusive a indústria de alimentos. Não há conglomerado americano que viva de bebidas ou comida – e isso inclui de cadeias de fast food como o McDonalds a indústrias como a Kraft – que não apenas tenha desenvolvido linha de produtos mais saudável, mas também incentivado seus consumidores a adotá-los. Reportagem do The New York Times (gratuito, pede cadastro) diz que a súbita mudança de rumo da indústria tem menos a ver com uma nova consciência e mais com eventuais passivos legais. Cresce o número de processos contra a comercialização de alimentos gordurosos ou excessivamente doces. O problema é que ninguém quer parar de vendê-los. Apesar dos alertas, eles são ainda tudo o que a população americana quer comer. Essa é a razão também pela qual ninguém suspende a sua produção. Atrás do dinheiro, tem sempre gente disposta a colocar na rua coisa que, no longo prazo, causa problemas de saúde e muitas vezes até mata. Leva 4 minutos para ser lida.