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O Gabão abriga a maior colônia de reprodução tartarugas-de-couro (Dermochelys coriacea) do mundo. Foto: Bernard dupont/Flickr.

O Gabão abriga a maior colônia de reprodução tartarugas-de-couro (Dermochelys coriacea) do mundo. Foto: Bernard dupont/Flickr.

O presidente do Gabão, Ali Bongo Ondimba, anunciou ontem (05), durante abertura da Conferência dos Oceanos, na ONU, a criação da maior rede africana de áreas marinhas protegidas, que abriga uma imensa diversidade de vida marinha ameaçada, incluindo as maiores populações reprodutoras de tartarugas-de-couro (Dermochelys coriacea), tartarugas-marinha (Cheloniidae) e 20 espécies de golfinhos e baleias.

A rede de 20 parques marinhos e reservas aquáticas protegerá 26 por cento dos mares territoriais do Gabão, com um alcance de 53 quilômetros quadrados. Para se ter uma ideia, o Brasil protege menos de 2% de sua costa marinha.

Com a ação, o governo do Gabão criou um ambicioso plano de gestão de pescas para a África Ocidental, que sofre com a sobrepesca desenfreada e abusos por parte de frotas estrangeiras, principalmente a japonesa. Como forma de restaurar a pesca sustentável, foram estabelecidas zonas separadas para as frotas comerciais e artesanais de pesca.

O objetivo é reequilibrar as reservas de peixes e que as áreas protegidas ajudam os habitats marinhos se tornarem mais resistentes às mudanças climáticas.

A criação da rede é resultado de um amplo estudo que envolveu o trabalho de agências governamentais e de grupos de conservação. A iniciativa do Gabão pode servir de exemplo para outras nações.

 

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